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Rivais comparam retorno de Dudu ao Palmeiras ao ‘caso Robinho’ e ironizam; entenda as diferenças

Dudu saiu do Verdão no segundo semestre de 2020 sob acusação de agressão à ex-mulher, mas foi inocentado pela Justiça em janeiro

Danielle Barbosa
Colaboradora do Torcedores.com.

Crédito: Bruno Ulivieri/Divulgação

O Palmeiras anunciou o retorno de Dudu após o jogador passar uma temporada emprestado ao Al-Duhail, do Catar, que optou por não exercer a compra dos direitos econômicos do atleta. A volta do atacante agitou os torcedores nas redes sociais, e enquanto os palmeirenses vibravam com o ‘reforço’ para a sequência do ano, alguns rivais compararam a situação do ídolo Alviverde com o ‘caso Robinho’, ex-atacante do Santos condenado por estupro.

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Dudu saiu do Palmeiras pouco depois de ser acusado pela ex-esposa, Mallu Ohana, de agressão, em julho de 2020. Após investigação, a Justiça inocentou o jogador por falta de provas suficientes para comprovar a agressão. Além de declarar a inocência do atleta, a delegada Adonilza Lopes de Oliveira, da 9ª Delegacia de Defesa da Mulher, concluiu que o jogador é que havia sido vítima de agressão da ex-companheira, e ainda sugeriu que o Ministério Público enquadrasse Mallu em alguns crimes.

Em março, o MP recomendou que Mallu responda na Justiça pelos crimes de lesão corporal, ameaça, injúria, coação de testemunha, perturbação de tranquilidade e dano.

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Esse foi o segundo caso de acusação de agressão envolvendo Dudu e a ex-esposa. Em 2015, a Justiça de Goiás condenou o atacante a cumprir serviços comunitários por causa de uma briga com Mallu Ohanna, em 2013. Na ocasião, o jogador havia sido denunciado por agressão, mas o juiz do caso entendeu que não houve lesão corporal e nem ameaça por parte de Dudu – com isso, desqualificou as acusações e condenou o jogador por “Vias de fato”, que se trata apenas de contravenção penal, com pena mais leve.

No caso envolvendo o atacante Robinho, o ídolo santista foi condenado a nove anos de prisão por violência sexual de grupo em um caso que aconteceu numa boate de Milão, em janeiro de 2013, quando o jogador defendia o Milan. A condenação em primeira instância saiu em novembro de 2017, enquanto a decisão em segunda instância é de dezembro de 2020, quando o jogador já havia sido anunciado como reforço do Peixe e estava com contrato suspenso até a resolução do caso por causa da repercussão negativa e da ‘ameaça’ de rescisão contratual feita por alguns patrocinadores.

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Em março, a Corte de Apelação de Milão confirmou a sentença de nove anos de prisão para Robinho. No texto, as juízas Francesca Vitale, Paola Di Lorenzo e Chiara Nobili destacaram “particular desprezo” de Robinho e seus “cúmplices” em relação à vítima, que foi “brutalmente humilhada”. A decisão, elas ainda chamaram atenção para a tentativa de “enganar as investigações oferecendo aos investigadores uma versão dos fatos falsa e previamente combinada”.

A defesa de Robinho agora recorre à Corte de Cassação, terceira e última instância da Justiça italiana. Vale destacar que o jogador se diz inocente das acusações.

Veja repercussão dos torcedores nas rede sociais:

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