Olimpíada de Tóquio: por que a Rússia vai ser chamada pela sigla ‘“ROC”?

Por conta de punição, país vai competir sobre a bandeira de seu comitê olímpico

Lucas Ayres
Colaborador do Torcedores

Crédito: Cameron Spencer/Getty Images

Não estranhe a ausência da bandeira russa durante a Olimpíada de Tóquio. O branco, o azul e o vermelho não serão hasteados, mas os atletas vão competir pelas cores ainda assim. O que acontece é que a Rússia vai disputar os Jogos sobre outra “identidade”.

O país cumpre uma severa punição por conta do escândalo do doping sistemático de seus atletas nos últimos anos. Em decisão de dezembro, o CAS (Tribunal Arbitral do Esporte) excluiu a Rússia das duas próximas Olimpíadas de Verão e de Inverno, portanto os Jogos deste ano, que começam oficialmente nesta sexta-feira, e a de 2022.

O resultado é que os russos terão de competir sob uma bandeira neutra — uma chama com traços brancos, azuis e vermelhos sobre os tradicionais anéis olímpicos — e identificados pela sigla ROC, em referência ao Comitê Olímpico Russo. Há até a possibilidade de uma música sonora ser tocada no lugar do hino nacional A ideia da punição é que Rússia não consiga ter sua imagem atrelada à das Olimpíadas.

A mudança de identidade não é novidade para os russos, que disputaram os Jogos Olímpicos de Inverno de 2018, em Pyeongchang, na China, com atletas chamados de “atleta olímpico da Rússia”, assim como o campeonato mundial de atletismo de 2019.

Serão mais 330 atletas da Rússia (ou melhor, da ROC) competindo na Olimpíada de Tóquio. A projeção da delegação russa é a quebra do recorde no número de medalhas, que chegou a 56, sendo 19 delas de ouro, nos Jogos do Rio de Janeiro, em 2016.

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