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Kim Kardashian e dono do Leeds United ajudam jogadoras de futebol a sair do Afeganistão

Atletas juvenis do Afeganistão foram levadas à Inglaterra

Thais May Carvalho
Colaborador do Torcedores

Crédito: Foto: Heinrich-Böll-Stiftung

Na manhã desta quinta-feira (18), trinta jogadoras de futebol do Afeganistão chegaram ao Aeroporto de Stansted, próximo a Londres. As adolescentes, que jogam nas categorias juvenis, estavam acompanhadas de seus familiares, totalizando mais de 130 pessoas.

Quando o Talibã retornou ao poder, a vida das atletas estava em perigo, já que a prática de esportes pelas mulheres não é bem vista pelo grupo. Em setembro, as jogadoras das equipes juvenis conseguiram chegar ao Paquistão, onde tiraram o visto britânico, mas não sabiam o que aconteceria.

A ajuda veio por meio de um grupo dos Estados Unidos chamado Tzedek Association, uma organização que trabalha com questões judiciais. Seu fundador, o rabino Moshe Margaretten, já havia trabalhado com Kim Kardashian em projetos de reforma do sistema judicial norte-americano. De acordo com Margaretten, ele conversou com Kardashian sobre as jogadoras, e ela se prontificou a pagar pelo voo até a Inglaterra.

Andrea Radrizzani, dono do Leeds United, ajudou com a logística para levar as atletas e suas famílias ao Reino Unido. “Estamos honrados por ter desempenhado nossa parte e gratos pelo governo ter permitido seu reassentamento no Reino Unido. Isso demonstra o poder do futebol, e do esporte em geral, como uma força para o bem e mostra como a comunidade do futebol é capaz de colaborar e se mobilizar para salvar vidas. Por meio do Play for Change Charitable Trust e do Leeds United, estamos prontos para apoiar as meninas e suas famílias na construção de um futuro inclusivo e próspero. Mal podemos esperar para vê-las jogando futebol novamente”, disse Radrizzani.

“Quando recebi um telefonema pedindo ajuda para resgatar as jogadoras juvenis do Afeganistão, eu nem sabia por onde começar. Hoje elas voaram para o Reino Unido. Orgulho de fazer parte da equipe que tornou isso real. Vamos sonhar (que) um dia elas vão jogar no Leeds”.

Khalida Popal, ex-capitã do time nacional e coordenadora do time de futebol feminino do Afeganistão, liderou a retirada das jogadoras do país. Nas redes sociais, ela agradeceu Kim Kardashian, Andrea Radrizzani e o rabino Moshe Margaretten pela ajuda na operação.

“Grande missão cumprida. Equipe pousou com segurança no Reino Unido. Agora, é hora de buscar o máximo de apoio possível para auxiliá-los no processo de reassentamento. 130 pessoas chegaram seguras. Obrigado a todos”.

Em depoimento à Associated Press, Popal se disse aliviada e feliz que as garotas, de idade entre 13 e 19 anos, estavam seguras. “Muitas dessas famílias deixaram suas casas quando o Talibã assumiu o controle. Suas casas foram incendiadas. Alguns membros de suas famílias foram mortos ou levados pelo Talibã. Portanto, o perigo e o estresse eram muito altos e é por isso que era muito importante agir rapidamente para tirá-las do Afeganistão”.

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