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CBF: novo chefe de arbitragem já fez ameaça inesperada a jogadores

Alício Pena Júnior vai suceder Leandro Gaciba no cargo de novo chefe da Comissão de Arbitragem da CBF

Octávio Almeida Jr
Jornalista graduado pela Universidade da Amazônia (UNAMA), 29 anos.Repórter de campo pela Rádio Unama FM em duas finais de Campeonato Paraense (anos 2016 e 2017). Repórter no site Torcedores.com desde 2018.

Crédito: Lucas Figueiredo/CBF

O ex-árbitro Alício Pena Júnior foi oficializado como o novo chefe da Comissão de Arbitragem da CBF. Ele chega para substituir Leonardo Gaciba, demitido nesta sexta-feira (12). A carreira de Pena Júnior, entretanto, é marcada por polêmicas.

Em 2013, ele ameaçou dar cartão amarelo para os 22 jogadores escalados como titulares, na partida entre Flamengo e São Paulo, válida pelo Brasileirão Série A daquele ano.

Uma manifestação do Bom Senso FC (movimento dos jogadores que cobrava melhores condições de trabalho) previa que o jogo fosse iniciado e todos os atletas cruzassem os braços sem se mexerem. Entretanto, isso não ocorreu.

“O que foi colocado é uma ditadura, mas a gente é mais forte que isso. Ameaçaram os 22 jogadores em campo de tomar amarelo. Isso não existe na regra”, declarou Elias, então meio-campista do Flamengo.

Devido à ameaça, os times optaram por “driblar” a advertência e ficaram trocando passes por mais ou menos um minuto, sem que qualquer lance mais perigoso fosse criado.

“Se retardam o início do jogo, eles poderiam tomar cartão amarelo, mas com a bola rolando podem fazer o que quiserem”, explicou o então comentarista de arbitragem Leonardo Gaciba.

Assista ao protesto no vídeo abaixo:

Ameaças a goleiro

As ameaças do novo chefe de arbitragem da CBF, contudo, não param por aqui. No livro em que conta o título da Copa do Brasil, do Sport, conquistado em 2008, o ex-goleiro Magrão disse que foi ameaçado pelo Pena Júnior. Isso ocorreu na partida contra o Vasco.

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“Após a cobrança errada de Edmundo, o árbitro veio até mim e me pressionou. Disse que, se eu pegasse um pênalti, ele mandaria voltar. Alegou que eu saía antes na bola, o que não era verdade”, contou.

Afastamento e polêmica em clássico

Alício Pena Júnior parou de apitar em 2013, mas desde 2009 não trabalhou mais nos clássicos entre Cruzeiro e Atlético-MG.

Na última aparição, uma falta não marcada de Léo Fortunado em Carlos Alberto gerou reclamações dos torcedores e, mais tarde, dos presidentes dos dois times.

O então presidente do Galo, Alexandre Kalil, chamou o ex-árbitro de “ladrão” e disse que havia uma “quadrilha” na arbitragem da Federação Mineira de Futebol. Além disso, pediu que o novo chefe da CBF fosse banido.

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Posteriormente, o então presidente do Cruzeiro, Zezé Perrella, disse que a arbitragem fez média com o Atlético-MG.

Blog especializado questiona comportamento do novo chefe da CBF

O comportamento de Alício Pena Júnior também é questionado. Em texto publicado no blog “Tribuna do Apito”, o ex-árbitro é considerado “antissocial” e “inflexível”.

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