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David Ortiz é eleito para o Hall da Fama do baseball

Ídolo do Boston Red Sox foi o único selecionado para a classe de 2022

Thais May Carvalho
Jornalista formada pela Faculdade Cásper Líbero (2018). Trabalha nas áreas de comunicação científica e jornalismo esportivo.

David Ortiz entrou oficialmente para a imortalidade do baseball. Em seu primeiro ano de elegibilidade, o ex-jogador do Minnesota Twins e do Boston Red Sox recebeu 305 dos 407 votos possíveis para entrar no Hall da Fama de Cooperstown. Isso equivale a 77,9% dos votos, margem um pouco acima dos 75% necessários para ser eleito.

Nascido na República Dominicana, Big Papi começou sua carreira na MLB com os Twins, em 1997, mas foi só quando chegou aos Red Sox, em 2003, que ele se mostrou um jogador de Hall da Fama, principalmente quando se trata de pós-temporada. Ele foi peça central em três conquistas da World Series (2004, 2007 e 2013), ajudando o time de Boston a sair de uma seca de 86 anos sem títulos.

Sua importância para o time foi ressaltada pelo presidente e CEO Sam Kennedy: “David Ortiz é o jogador mais importante a vestir um uniforme do Red Sox. Ele veio para Boston em relativo anonimato e, com sua personalidade cativante e seu formidável bastão, quebrou as expectativas e alterou o futuro da franquia com títulos e paradas”.

Em seus 20 anos de carreira, Ortiz colecionou momentos marcantes, como as duas rebatidas de walk-off nos jogos 4 e 5 contra o New York Yankees na ALCS de 2004, que acabaram culminando na maior virada na pós-temporada da MLB, e o grand slam sobre o Detroit Tigers, na final da Liga Americana de 2013, para empatar o jogo 2.

David Ortiz encerrou sua trajetória no baseball em 2016 como um dos melhores rebatedores designados de todos os tempos. Foram 514 home runs, 1768 corridas impulsionadas, 632 rebatidas duplas (marcas que o colocam entre os melhores 25 da história nessas categorias), .286 de batting average, .380 de on base percentage, .552 de slugging, 10 aparições em All-Star Games, MVP da World Series de 2013, 7 prêmios Silver Slugger e um Hank Aaron Award.

Sobre sua entrada no Hall da Fama, Ortiz, que estava cercado de familiares e amigos na hora do anúncio, falou: “Aprendi há pouco tempo como é difícil entrar na primeira votação. Cara, é uma grande honra poder entrar no meu primeiro rodeio. É algo muito especial para mim”. Ele reconheceu a importância da sua família pelos anos de apoio, agradeceu ao amigo e arremessador Pedro Martinez por tê-lo ajudado a ir para Boston e disse como é especial se juntar a um grupo de jogadores de elite.

BATERAM NA TRAVE

Além de Ortiz, alguns jogadores receberam votos, mas não chegaram aos 75% necessários para entrarem no Hall da Fama. Entre eles estão Barry Bonds (66,0%), Roger Clemens (65,2%), Curt Schilling (58,6%) e Sammy Sosa (18,5%), que estavam no décimo e último ano de elegibilidade. Os quatro, que estiveram envolvidos em escândalos de esteróides ou fora dos campos, ainda podem chegar a Cooperstown através de um comitê especial.

Enquanto isso, Scott Rolen (63,2%), Todd Helton (52,0%) e Billy Wagner (51,0%) continuam com seus percentuais subindo a cada votação e ainda contam com mais alguns anos de elegibilidade.

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