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Robinho teve passagem no Atlético-MG marcada por rejeição após 1ª condenação

Jogador defendeu o clube mineiro entre 2016 e 1017, e teve saída tumultuada já por conta da condenação por estupro, definida em última instância nesta semana

Diego Olivares
Colaborador do Torcedores

Crédito: Bruno Cantini / Atlético.com.br

A carreira do atacante Robinho será sempre associada majoritariamente ao Santos, clube onde chamou a atenção pela primeira vez com suas características pedaladas, fundamentais para a conquista do Brasileirão de 2002. Mas foi em outro alvinegro, o Atlético-MG, onde o atacante viveu seus últimos grandes momentos nos gramados brasileiros. E também foi ali que seus problemas extracampo prejudicaram a relação com parte da torcida primeira vez.

A passagem terminou de forma tumultuada, muito por conta da condenação do atleta em 1ª instância pela justiça italiana, que o considerou culpado pelo estupro de uma jovem albanesa em Milão, em 2003. O veredicto foi dado em 23 de novembro de 2017, pouco mais de cinco anos antes da confirmação em 3ª e última instância, preferida nesta última quarta-feira.

As faixas de protesto desfraldadas na época, com dizeres como “Um condenado por estupro jogando no Galo é uma violência contra todas as mulheres” e “Galo, seu silêncio é violento! Não aceitaremos estupradores”, podem ser vistas hoje como um prenúncio da reação causada pelo anúncio de sua suposta volta ao Santos, em 2020, cancelada após pressão de patrocinadores, jornalistas e parte da torcida.

Altos e baixos dentro de campo

Robinho chegou ao Galo em 2016, ano em que atingiu a marca de 25 gols na temporada e foi coroado o maior goleador do futebol nacional. Parecia o início de um relacionamento feliz com a torcida, mesmo com a falta de títulos. Porém, o ano seguinte foi um ponto de virada.

Apesar da conquista do Campeonato Mineiro de 2017, Robinho e o time viveram má fase durante quase todo o campeonato brasileiro. O camisa sete chegou a ser colocado no banco de reservas e a equipe passou boa parte das rodadas lutando contra o rebaixamento.

A chegada do técnico Oswaldo de Oliveira, que havia trabalhado com o atacante no Santos, foi capaz de recuperar a moral do elenco alvinegro. Robinho recuperou a titularidade e decidiu o clássico contra o Cruzeiro, marcando dois gols na vitória por 3 a 1, em 22 de outubro.

A primeira condenação

Cerca de um mês depois, veio a condenação em 1ª instância. Por mais que Oswaldo e a diretoria tentassem demonstrar apoio ao jogador, alegando que ainda cabia recurso no processo judicial, a imagem de Robinho começava a sofrer danos irreversíveis.

Mesmo assim, no início de 2018, a diretoria do Atlético-MG ainda tentou negociar a permanência do atleta, contanto que ele aceitasse uma significativa redução salarial. Na falta de um acordo, seu destino foi o Sivasspor, da Turquia.

Robinho encerrou sua passagem pelo Galo com 109 jogos e 36 gols. Tudo indica que foi sua última passagem por um clube brasileiro de elite.

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