O retorno de Aaron Rodgers aos Packers coloca a equipe de Green Bay entre os principais candidatos ao Super Bowl. Simples assim. Bem como a saída do Quarterback que está por anos na franquia seria resultado de incertezas e uma provável reestruturação, caso não chegasse nenhum outro atleta de confiança. Para o Head Coach Matt LaFleur, felizmente, o time se encaixa na primeira opção.
Nas últimas 3 temporadas, todas com o novo técnico da franquia – um dos mais jovens da NFL, com 42 anos, os Packers conseguiram 13 vitórias. Em dois momentos, parou nos Playoffs para alguma franquia que chegou ao Super Bowl. Perderam 2 vezes para os 49ers e uma para os Buccaneers de Tom Brady. Mas, agora, é a chance de LaFleur e Aaron Rodgers engatarem um 4º ano de trabalho em uma franquia que continua entre as favoritas ao título. Mas, agora, com muitas incertezas. Principalmente com a saída do principal recebedor do ataque, Davante Adams.
As duas últimas temporadas do Aaron Rodgers tiveram números impressionantes e as melhores do QB na temporada regular. Inclusive, a de 2020 foi uma das melhores da história da NFL. E não é a toa que venceu o MVP da liga duas vezes consecutivas. Agora, com Allen Lazard e Randall Cobb como únicos Wide Receivers experientes na equipe, a esperança – para o torcedor e para Rodgers – é que os Packers optem por um WR na primeira rodada do Draft de 2022. E isso deve ser feito para a saúde desse ataque, que viu seu QB renovar por um contrato milionário e uma garantia maior de anos à frente, no comando.
Aaron Rodgers vai ser tão impactado assim pela saída de Adams dos Packers?
Mas não se engane sobre a ausência de Davante Adams. A saída dele, para a franquia, é menor do que parece, por mais que seja o melhor Wide Receiver da NFL, no momento – lado a lado com Cooper Kupp e Ja’Marr Chase. Viu? Já não é uma unanimidade. Mas a reposição de Adams na equipe pode ser bem suprida com um jogador que realize rotas de médias a longas, de forma precisa. Com a saída de Marquez Reshard Valdes-Scantling para os Chiefs, suprindo o lugar de Tyreek Hill nas rotas longas, quem deve assumir a posição é Lazard, que já mostrou certa evolução na última temporada, trazendo jogadas importantes para a equipe. Cobb e o novo WR que está para chegar devem dividir a responsabilidade que era de Adams. E a esperança de Green Bay é que este novo jogador entre com uma fome de vencer – e qualidade – como a dos novos que chegaram recentemente, como Ja’Marr Chase, Justin Jefferson, CeeDee Lamb, Jerry Jeudy, entre outros.
Para Aaron Rodgers, a situação é boa. Ele continua com um dos melhores ataques da NFL. Aaron Jones é um ótimo Running Back e faz seu papel de forma ótima – inclusive já apareceu alguns snaps como Wide Out, uma loucura. AJ Dillon tem ganhado cada vez mais espaço, pós-saída do Jamaal Williams. Robert Tonyan renovou e trouxe ainda mais esperança nessa posição do time verde e amarelo, que já estava esquecida há um tempo. E a OL é uma das melhores da liga. Principalmente com o retorno de David Bakhtiari.
A previsão é que Aaron Rodgers faça, sim, mais uma temporada em alto nível e veremos – novamente – o quão eficaz o QB é, além de observar o quanto ele vai subir o nível de algum recebedor específico da equipe, que fizer a posição X, principal. E, com uma NFC em debandada para a AFC, o Green Bay Packers segue como um dos favoritos para chegar ao Super Bowl, implementando outra campanha positiva na temporada regular. Resta saber se aprenderam com os erros do passado – alô Special Team e defesa – para, enfim, não baterem na trave mais uma vez.

