Cada vez mais amplo e cheio de opções, a transmissão de futebol no Brasil atualmente possui uma grande variedade de estilos e meios. Neste cenário, em entrevista ao UOL, o narrador Paulo Andrade ressaltou que existe espaço para todos os jeitos no mercado da mídia esportiva.
“Tem que ter espaço para todo mundo, para todos os tipos de narradores o que gosta de bordão, o que não se apoia nos bordões, que é o meu caso”, disse ele. “Aquele que gosta mais de conversar, quem faz a transmissão voltada para o público da internet, como a CazéTV… Enfim, que bom que estão surgindo muitos nomes e de estilos diferentes”, comemorou Paulo Andrade.
Conhecido por ser uma voz marcante da Premier League e futebol internacional, o narrador explicou sobre seu estilo de narração e detalhou que gosta de fazer da maneira tradicional.
“Eu faço uma narração mais tradicional, apegada em questões técnicas, então gosto muito de dar agilidade, quero falar o maior número de nomes possíveis. Acho que é um dever meu ser ágil e contar para quem estiver em casa, antes que ele perceba, quem está tocando na bola, de quem foi o gol”, afirmou Paulo Andrade, que concluiu:
“Quando isso não acontece, fico remoendo na minha cabeça. Ao mesmo tempo, a experiência ter permite ser mais despojado naturalmente”, prosseguiu dizendo. “Acho que consigo colocar um pézinho em cada ponto, sendo tradicional, mas também fazendo uma brincadeira. Isso é o que eu escolhi para mim, mas acho que tem espaço e público para todas as formas”, completou o profissional da ESPN.
Atualmente, Paulo Andrade segue sendo a voz da Premier League, além de comandar transmissões na Copa Libertadores da América e Copa Sul-Americana nos canais Disney.
Elogios de Alisson, goleiro do Liverpool
Paulo Andrade lembrou de quando recebeu elogios do jogador brasileiro: “Não é sempre que acontece, aliás quase nunca, porque, por mais que a gente ‘conviva’ com esses caras, o nosso contato com eles é bastante restrito, não é uma coisa fluente”, analisou o narrador.
“Então, para mim foi inesperado e absurdamente gratificante. Eu pensei: ‘Se o Alisson, que era o dono da emoção, entendeu que as minhas palavras refletiram o que ele sentiu naquele momento, então a missão está cumprida'”, refletiu.

