Após o vice do Flamengo na Copa do Brasil, a situação de Jorge Sampaoli se encontra insustentável. Mesmo com o clima de revolta envolvendo o treinador, Zico não quis aumentar o lobby pela demissão, que ainda não foi confirmada. Sendo assim, em entrevista ao Correio Braziliense, o ex-jogador não quis eleger o substituto do argentino, mas deu ênfase aos gastos milionários envolvendo multas rescisórias.
Desde 2019, o Flamengo já gastou uma quantia alta com saídas antecipadas de técnicos. Isso porque os desligamentos de Domènec Torrent, Rogério Ceni, Paulo Sousa e Vítor Pereira custaram cerca de R$ 37 milhões, montante que vai ficar maior após Sampaoli ser demitido.
“Não me meta nisso aí. É problema da diretoria. Quem contrata é quem tem que saber. E hoje tem essas multas vultosas. Chama atenção.”, disse Zico.
Sobre a situação de Gabigol, Zico acredita que o camisa 10 não sentiu o peso de assumir o número histórico. Diante disso, o maior ídolo do Flamengo atrelou o número de mudanças nos esquemas ao desempenho abaixo do esperado na atual temporada.
“Quando você tem qualidade, quando é uma grande referência, tem que buscar o jogo. As pessoas confiam muito em você. Tem que se preparar para isso. A individualidade não conquista um campeonato, ela ganha alguns jogos.“, afirmou o Galinho.
“Esse negócio de número é balela. Tem que arrumar um jeito (de jogar independentemente do número da camisa). Ele teve uma queda de produção. A questão de mudanças, de cada hora estar jogando com um, cada hora você está numa posição, uma hora você é do lado, tal hora você volta pra buscar. Ele estava acostumado a jogar em um time ajustadinho. Todo mundo fazia bem as coisas. Em um time ajustado, você já sabe onde o cara vai mandar a bola, onde o cara gosta de receber. Você tem os caras dentro do campo. Quando falta isso, cada um tem que dar o seu algo mais também. Não pode ficar só esperando a questão do time, o conjunto se fortalecer.”, completou.

