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Alvo de protestos antes mesmo do início de Palmeiras x Atlético-MG, Leila Pereira foi chamada de “bruxa feia” no Allianz Parque. Dessa forma, mesmo que tenha feito ressalvas sobre a gestão da presidente, Milly Lacombe reprovou o teor machista do protesto. Isso porque o ataque em questão possui um cunho histórico que busca atingir as mulheres pela sua postura dentro da sociedade.
Diante disso, Milly Lacombe lamentou que os torcedores do Palmeiras tenham adotado a conduta de atingir Leila de maneira pessoal. Como o porco virou símbolo do clube, a jornalista apontou que o protesto poderia ter ocorrido de outra maneira.
“A torcida resolve puxar um coro absolutamente machista. A origem da palavra bruxa começa com o genocídio de mulheres. Qualquer mulher que não se comportasse de acordo com o que o feminino exigia, era queimada. Bruxa vem daí. Não é uma velhinha com uma fruta que a gente vê nas fábulas. Eles usaram a palavra certa do jeito errado. É lamentável. Quem está na vitrine é a Leila, chamada de bruxa feia. É uma lástima, pequeno, baixo e grotesco, de uma torcida que pegou o porco e reverteu. É uma torcida capaz de coisas brilhantes, mas ontem foi lamentável.”, disse no Fim de Papo, do UOL Esporte.
Mancha Verde, principal torcida organizada do Palmeiras, para a Leila Pereira, presidente do clube:
— Goleada Info (@goleada_info) October 20, 2023
– Bruxa, bruxa feia, nós odiamos a Leila!
🎥 @gabrilamorimpic.twitter.com/remBL4Jrqr
Em relação ao atual momento de Leila no Palmeiras, Milly Lacombe reprovou o jeito autoritário da administração. Convicta de suas escolhas, a dirigente não teve medo de bater de frente com conselheiros e comprou uma briga envolvendo a Mancha Verde.
“Vejo muitos problemas na gestão da Leila, acho que o maior deles é o acúmulo de funções. Ela é presidente e dona da grana. É uma SEO. O Palmeiras não é uma SAF, mas tem uma pessoa que age como se (o clube) fosse uma SAF. Ela é uma gestora de sucesso, levou isso para dentro do clube. Deu certo por um tempo até não dar mais (…) Acho que esse comportamento autocrata não ajuda. Vetar pessoas em coletivas me parece um erro.”, analisou.

