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Bruno Soares comenta dificuldades de tenistas com pandemia de coronavírus: “Não têm como ganhar dinheiro agora”

Atleta de 38 anos analisou situação atual do circuito profissional, paralisado até 8 de junho por conta do avanço da doença

Felipe Gomes da Costa
Colaborador do Torcedores.com.

Crédito: Divulgação/Facebook Bruno Soares

O tenista Bruno Soares, atual 25 do mundo no ranking de duplistas, falou sobre as dificuldades enfrentadas por diversos jogadores em meio à pandemia de coronavírus. Em entrevista ao jornal ‘La Nación’, da Argentina, o brasileiro afirmou que muitos atletas sofrem com dificuldades financeiras em decorrência da paralisação do circuito profissional, válida até o dia 8 de junho.

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Dificuldades causadas pela pandemia

Em seu relato, Bruno Soares ressaltou que tenistas têm solicitado a ATP na tentativa de minimizar os efeitos da pandemia.

“Estamos falando com a ATP, mas não temos nada de concreto. O tema é quando voltarmos. Se for em junho ou julho, poderemos recuperar muito do que não jogamos, mas se for para agosto ou adiante, perderemos muito, a metade do ano como mínimo. Há uma preocupação grande dos tenistas 150, 200, 300 ou 500 do ranking que não têm como ganhar dinheiro agora”, afirmou.

O mineiro também afirmou que o assunto é constantemente debatido pelo Conselho de Jogadores, presidido por Novak Djokovic.

“Entre o pessoal do Conselho temos um grupo de WhatsApp. Djokovic, o presidente, é bem ativo. Estamos muito comprometidos. Eu me sinto responsável, porque represento os duplistas e há muita gente em condição difícil, sem ganhar dinheiro, que está sofrendo muito”, disse.

Análise de Bruno Soares sobre o futuro

Bruno Soares ainda falou sobre sua projeção para o futuro do circuito profissional.

“De momento, nem se planeja e não vejo. Salvo que os organismos de saúde venham e digam que o vírus seguirá matando gente por meses e meses. Mas não há que apurar para cancelar os torneios além de quatro a oito semanas. Não temos o porquê de cancelar torneios em outubro, por exemplo. Por mais que creia que não jogar nada esse ano seja uma possibilidade, pela situação que vivemos, não há porquê tomar agora essa decisão. Dependerá da saúde no geral. Como turnê, se o mundo está livre do vírus em outubro ou setembro, não tem sentido que não se aproveite esses meses até o fim do ano, mas é um momento em que, como nunca, devemos trabalhar juntos”, comentou.

Por fim, o tenista fez um apelo.

“Agora, não importa se é ATP, WTA, ITF ou Grand Slam. E não só do tênis. Se não ficar em casa e sair, afeta o do lado e, assim, o país”, completou.

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