De Itália a Ricardo Rocha: relembre 11 xerifes que passaram por seu clube

O Torcedores.com fez o levantamento de alguns xerifes que jogaram no futebol brasileiro

Wilson Pimentel
Colaborador do Torcedores

Foto: Divulgação /CBF

Se estivesse vivo, o ídolo do Vasco Luís Gervasoni, o Itália, estaria completando 113 anos. O próprio clube, por meio de sua conta oficial no Twitter, relembrou a data com uma foto do ex-jogador. Capitão cruzmaltino nas conquistas do Campeonato Carioca de 1929, 1934 e 1936, o xerife morreu em 1964.

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De acordo com o Centro de Memória do Vasco, Itália era uma pessoa muito querida pelos companheiros, não usava gestos arrogantes e se comunicava de forma elegante com os companheiros. De poucas palavras, ele sempre se destacou em campo pelo técnica e vigor físico.

Além de ser um dos primeiros ídolos do Vasco, Itália foi zagueiro titular na 1º Copa do Mundo, em 1930. Posteriormente, ele conquistou a Copa Rio Branco, no Uruguai, em 1932. Logo depois anunciou o fim da carreira. O defensor, inclusive, foi o primeiro atleta profissional a se aposentar no Brasil.

Itália foi o primeiro ‘xerife’ do Brasil

Os apelidos do futebol são geralmente nomes criados pela imprensa para destacar a importância de um jogador no time ou na seleção. Alguns apelidos, só para exemplificar, foi criado por Oduvaldo Cozzi, um dos maiores locutores esportivos da história do rádio brasileiro, que marcou época na Rádio Nacional.

Oduvaldo, inclusive, foi responsável também por dar apelidos entre eles o zagueiro Itália como “Xerife”. Ele chamava a atenção do radialista por ser um verdadeiro “guardião do portão”. De acordo com registros da Rádio Nacional, o becão do Vasco foi o primeiro jogador a ganhar um apelido em uma transmissão esportiva. Por isso, o Torcedores.com fez um levantamento dos zagueiros brasileiros que receberam a alcunha de Xerife.

Adilson Batista

Sua condição física permitiu que fosse um zagueiro de alto nível técnico. Revelado pelo Athletico Paranaense, o Xerife é ídolo no Cruzeiro, Atlético-MG, Internacional, Grêmio, São Paulo e Corinthians. Ele, nesse ínterim, um Mundial de Clubes da Fifa (2000), uma Recopa Sul-Americana (1996), uma Copa Libertadores da América (1995), além de duas Supercopa da Libertadores (1991 e 1992).

Alex

Alex  foi revelado pela Juventus (SP). No Brasil, porém, atuou profissionalmente somente com a camisa do Santos. Ele, nesse ínterim, conquistou o Campeonato Brasileiro de 2002 e 2004. Apesar de poucos jogos pela Seleção Brasileira, o jogador ganhou o apelido de Xerife após brilhar no futebol europeu: PSV Eindhoven, Chelsea, Paris Saint-Germain e Milan.

Antônio Carlos

O atual técnico do Kashima Antlers, do Japão, defendeu os quatro principais clubes de São Paulo. Antônio Carlos, nesse ínterim, conquistou quatro vezes o Campeonato Brasileiro: 1991, 1993, 1994 e 2004. Além disso, ele atuou pela Seleção Brasileira de 1991 a 2001. Porém, o Xerife viveu o auge jogando pela Roma onde venceu a Supercopa da Itália e o Campeonato Italiano entre 1998 e 2002.

Durval

Durval era um zagueiro que jogava sério e sem enfeites. Além disso, unia firmeza, segurança e tinha imposição no jogo aéreo. Teve passagem destacada pelo Athletico Paranaense. Porém, viveu o auge da carreira no Santos onde conquistou a Campeão da Copa Libertadores da América. Com 472 jogos e 33 gols, o Xerife é um dos maiores ídolos da história do Sport.

Fábio Luciano

Zagueiro vigoroso, embora não apelasse para a violência, se constituiu em um grande desarmador de jogadas. Revelado pela Ponte Preta, o Xerife teve passagens marcantes por Corinthians e Flamengo. No exterior, ele passou pelo Colônia, da Alemanha e Fenerbahçe, da Turquia. No currículo, ele tem a conquista do Mundial de Clubes da Fifa de 2000.

Leonardo Silva

Revelado pelo America-RJ, Leonardo Silva passou por Bahia e Palmeiras antes de se tornar m dos maiores zagueiros da história do Atlético-MG. O Xerife foi símbolo do Galo na conquista da Copa Libertadores da América de 2013. Ao todo, o defensor disputou 390 partidas e marcou 36 gols. Logo após pendurar as chuteiras, Léo Silva é dirigente nas divisões de base do clube mineiro.

Lúcio

Foi o Xerife do Brasil na conquista da Copa do Mundo de 2002. Lucio também defendeu a Seleção Brasileira nos Mundiais de 2006 e 2010. Com passagens por Internacional, São Paulo e Palmeiras, Lúcio atuou a maior parte da carreira na Europa. O zagueiro teve passagens marcantes por Bayer Leverkusen, Bayern de Munique, Internazionale e Juventus.

Luisão

Foram 15 anos de Benfica. Ele, nesse ínterim, recebeu ofertas para voltar ao futebol brasileiro. Porém, descartou propostas de Corinthians, Cruzeiro, Flamengo e Internacional. Por isso, virou lenda no clube Encarnado após conquistar sete vezes o Campeonato Português. Pelo Cruzeiro, Luisão venceu o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil, em 2003. O defensor integrou o grupo da Seleção Brasileira nas Copas do Mundo de 2006 e 2010.

Moisés

Conhecido por ser um zagueiro de estilo viril, Moisés atuou por Vasco, Flamengo, Fluminense, Botafogo e Corinthians. O Xerife era considerado por muitos adversários como um jogador violento. Moisés, inclusive, até alimentava essa fama: “zagueiro que se preza não pensa em (ganhar o Prêmio) Belfort Duarte”, afirmou, em tom irônico, em 1982, sobre a premiação entregue a atletas disciplinados.

Ricardo Rocha

Campeão da Copa do Mundo de 1994, ele recebeu o apelido de xerife pelo estilo aguerrido em campo. O ex-zagueiro teve passagem marcante por Vasco e São Paulo. No exterior, Ricardo Rocha brilhou com as camisas do Sporting Lisboa, Real Madrid e Newell´s Old Boys.

Wilson Gottardo

Foi um dos melhores zagueiros do futebol brasileiro na década 90. Porém, Wilson Gottardo não foi convocado para disputar a Copa do Mundo de 1994. Por outro lado, o Xerife conquistou títulos relevantes por Flamengo, Botafogo e Cruzeiro. Ele, nesse ínterim, venceu uma vez a Recopa Sul-Americana (1998), uma vez a Copa Libertadores da América (1997) e duas vezes o Campeonato Brasileiro (1992 e 1995).

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