Dracena aponta culpado por saída do Santos e relembra bastidores da demissão de Dorival Júnior

Edu Dracena foi o capitão do Santos na conquista do tricampeonato da Copa Libertadores da América em 2011

Matheus Henrique Vieira Ramos
Estudante de Jornalismo. Setorista no Torcedores.com do Santos e Botafogo.

Crédito: Foto: Ricardo Saibun

O ex-zagueiro Edu Dracena, hoje coordenador técnico do Palmeiras, atuou no Santos de 2009 até 2014 e fez história: conquistou seis títulos pelo clube, sendo o mais importante o da Copa Libertadores de 2011. Ele acabou saindo do Peixe no início de 2015 por vontade de Modesto Roma.

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No começo de 2015, o Santos perdeu alguns jogadores na Justiça por causa de atrasos salariais, como foi o caso do volante Arouca, mas o motivo da saída de Dracena do clube não foi financeira. Em live com o jornalista Ademir Quintino, o ex-zagueiro explicou que Modesto Roma, presidente do Peixe entre 2015 até 2017, não queria que ele permanecesse e facilitou sua rescisão contratual.

“O Modesto não queria que eu ficasse no Santos. Não sei se ele achou que eu era ligado a outra a diretoria. Eu tinha mais um ano. Me deviam oito meses de imagem e três de carteira. Ele facilitou minha saída. Achou que eu não ia conseguir jogar em lugar nenhum. Falei que podia dividir (o que me deviam) em quantas vezes quisessem. Quando ele ficou sabendo que eu estava indo para o Corinthians, quis voltar atrás, mas eu tenho palavra. Ele dificultou, não queria assinar minha rescisão. Tenho uma gratidão muito grande pelo clube, mas pelas pessoas que estavam ali, não tenho nenhuma”, disse.

Bastidores da queda de Dorival Júnior

O ex-zagueiro também contou bastidores da queda de Dorival Júnior em 2010. O treinador, hoje no Athletico Paranaense, foi demitido na véspera de um clássico contra o Corinthians, na Vila Belmiro, e a notícia surpreendeu até Edu Dracena.

“Ele (Neymar) queria bater o pênalti, o Dorival mandou o Marcel. Deu aquela discussão toda. Xinguei ele, me xingou também. O que acontece dentro de campo, fica em campo. Teve reunião no sábado. Falaram que o Neymar ia ser punido. Tinham combinado com o Dorival que ele ia ficar fora contra o Guarani. Na quarta era o clássico contra o Corinthians. Na terça, saiu a convocação (para o clássico) e o nome dele (Neymar) não estava. Me ligaram, para ir na Vila, que estavam mandando o Dorival embora. Acredito que, se ele permanecesse, a gente podia ganhar a tríplice coroa”, finalizou.

Após saída do Santos, Edu Dracena venceu o Brasileirão três vezes: com o Corinthians (2015) e pelo Palmeiras (2016 e 2018). Ao final do ano passado, ele se aposentou dos gramados e virou coordenador técnico do Verdão.

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