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Pelé, Ronaldo, Garrincha, Romário e mais: confira 12 jogadores considerados “lendas” na história da seleção brasileira

Entre tantos ídolos geniais que passaram pela única seleção pentacampeã mundial, o Torcedores listou 12 “grandes lendas”

Adriano Oliveira
Colaborador do Torcedores.com.

Crédito: Fotos: Divulgação/ Montagem: Adriano Oliveira

A seleção mais vitoriosa da história do futebol, a única a participar de todas as edições da Copa do Mundo, a primeira tetracampeã e também a única pentacampeã mundial, que conquistou todos os troféus fora de casa. Nenhuma outra seleção no planeta possui uma trajetória tão repleta de ídolos como a do Brasil e o Torcedores listou 12 craques da bola considerados “lendas”, que tão bem representaram a tradicional camisa canarinho nos campos do mundo inteiro.

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A seleção brasileira venceu todas as edições da Copa América que disputou em seu território. As três conquistas do Brasil aconteceram em 1919, 1922 e 1989. Erguer o troféu em 2019 significou uma grande oportunidade de manter seu retrospecto impecável nesta situação

 

São muitos nomes importantes que desfilaram puro talento pela seleção brasileira em toda a história. Mesmo diante de uma verdadeira constelação de craques, confira abaixo 12 “lendas” do futebol, ídolos consagrados e idolatrados pelos torcedores, que ajudaram a costurar as cinco estrelas acima do escudo da camisa mais vencedora do esporte bretão.

Jairzinho, o “Furacão”

Jairzinho, o "Furacão da Copa" (Reprodução/ YouTube)

Reprodução/ YouTube

O único jogador da história do futebol a marcar gols em todos os jogos de uma edição de Copa do Mundo. Ganhou o apelido de “Furacão da Copa” por ter sido um dos principais destaques na campanha do tricampeonato no Mundial do México em 1970.

Jairzinho começou a carreira nas categorias de base do Botafogo, onde estreou profissionalmente em 1959 e permaneceu por 15 temporadas antes de se transferir para o Olympique de Marselha, da França. Disputou 413 partidas e conquistou 13 títulos pelo clube carioca. Na seleção brasileira, foram 102 jogos, com 73 vitórias e 42 gols marcados. Atuou em três Copas do Mundo: na Inglaterra em 1966, no México em 1970 e na Alemanha em 1974.

Rivellino e sua “patada atômica”

Roberto Rivellino (Reprodução/ Site oficial da FPF-Federação Paulista de Futebol

Reprodução/ Site oficial da FPF (Federação Paulista de Futebol)

Mais um nome marcado na história do futebol, o meia cerebral do time que conquistou o tricampeonato mundial no México em 1970. Roberto Rivellino é o terceiro jogador que mais vezes vestiu a camisa da seleção brasileira, entrando em campo em 122 oportunidades e assinalando 43 gols.

Herdou do futebol de salão a incrível capacidade de driblar em espaços reduzidos (sendo apontado como o inventor do “elástico”) e seu potente chute com a perna esquerda lhe rendeu o apelido de “patada atômica”. É ídolo de duas grandes torcidas: do Corinthians, onde foi revelado e jogou como profissional por nove anos, e do Fluminense, atuando por quatro temporadas e fazendo parte do time que ficou conhecido por “Máquina Tricolor” nos anos 70.

Carlos Alberto, o “Capita”

Divulgação/ Reprodução/ Site oficial da CBF

Divulgação/ CBF (Confederação Brasileira de Futebol)

O líder e capitão da seleção brasileira na conquista do tricampeonato na Copa do Mundo do México em 1970. A imagem de seu beijo no troféu, seguido por um largo sorriso e depois o erguendo ao alto ficou imortalizada na memória dos torcedores.

Carlos Alberto Torres é considerado o maior lateral-direito de todos os tempos. Entrou em campo 68 vezes com a camisa canarinho e anotou nove gols, um deles o antológico e último da histórica goleada do Brasil por 4 x 1 diante da Itália, no jogo que decidiu a Copa de 1970. Também fez parte do brilhante time do Santos de Pelé e companhia na década de 60, onde conquistou vários títulos e se tornou um dos grandes ídolos da torcida. Faleceu em outubro de 2016 aos 72 anos.

Nilton Santos, a “Enciclopédia”

Nilton Santos (Reprodução)

Reprodução

Um verdadeiro craque, muito acima do seu tempo, que revolucionou o modo de jogar do lateral-esquerdo e, sem dúvida, um dos grandes nomes do futebol mundial. A “Enciclopédia”, como Nilton Santos era chamado, disputou quatro Copas do Mundo e foi campeão na Suécia (em 1958) e no Chile (em 1962), sendo um dos jogadores que mais vestiu a camisa da seleção brasileira com 86 jogos e quatro gols.

Como titular, só perdeu uma única vez com a camisa canarinho, diante da Hungria por 4 x 2 pelas quartas de final da Copa do Mundo realizada na Suíça, em 1954. Dedicou toda sua carreira ao Botafogo, onde foi revelado e atuou por 723 partidas, se tornando, ao lado de Garrincha, uma das “lendas imortais” do clube carioca. Faleceu em novembro de 2013 aos 88 anos.

Ronaldo, o “Fenômeno”

Foto: Fifa/ Reprodução/ Site oficial da CBF

Divulgação/ CBF

Ronaldo Luís Nazário de Lima é um dos maiores jogadores da história da seleção brasileira e o protagonista na campanha do pentacampeonato mundial conquistado na Copa da Ásia em 2002. Foi o camisa 9 da equipe canarinho em 105 partidas e balançou as redes 67 vezes, duas delas na final contra a Alemanha há 18 anos.

As arrancadas em velocidade, o domínio da bola, a precisão nas finalizações e os dribles desconcertantes lhe valeram um lugar cativo na galeria das “lendas” do futebol.  Também marcou seu nome na história de todos os clubes onde jogou e ganhou o apelido de “Fenômeno” da imprensa italiana durante sua passagem pela Inter de Milão.

É ainda o maior artilheiro do Brasil em Mundiais com 15 gols e conquistou duas Copas do Mundo (em 1994 nos Estados Unidos e 2002 na Ásia), duas vezes a Copa América (em 1997 e 1998) e uma Copa das Confederações (em 1997). Símbolo de superação, Ronaldo foi eleito três vezes pela Fifa (Federação Internacional de Futebol) o melhor jogador do mundo, nas temporadas de 1996, 1997 e 2002.

Leônidas da Silva, o “Diamante Negro”

Leônidas da Silva, o "Diamante Negro" (Divulgação/ Acervo da CBF)

Divulgação/ Acervo da CBF

O primeiro jogador brasileiro a ser o artilheiro de uma Copa do Mundo. Em 1938, na França, o “Diamante Negro”, como era chamado pelos torcedores, assinalou sete gols em cinco jogos e terminou o torneio como o maior goleador isolado. Eleito o melhor atleta da competição, é considerado o primeiro grande “astro” da seleção brasileira ou, para muitos, o “Pelé antes de Pelé”.

Ídolo de flamenguistas e são-paulinos, Leônidas também foi um dos grandes responsáveis pela popularização do futebol no Brasil, na época em que o esporte caminhava da era amadora para a profissional. Bastante habilidoso, foi o inventor da bicicleta, um dos gols mais admirados e que retrata o máximo sincronismo entre movimento corporal e arremate.

Jogou 37 vezes vestindo a camisa da seleção brasileira e marcou 37 gols, o que lhe confere a sensacional média de um tento por partida. Defendendo o Brasil, conquistou a Copa Rio Branco em 1932 e a Copa Roca de 1945. Faleceu em janeiro de 2004 aos 90 anos.

Garrincha, o “Anjo das Pernas Tortas”

Mané Garrincha, o "Anjo das Pernas Tortas" (Reprodução)

Reprodução

Poucos jogadores possuem tamanha identificação entre sua seleção e torcida. Manuel Francisco dos Santos, bem mais conhecido por Mané Garrincha, é unanimidade como “lenda” da seleção brasileira e do futebol mundial.

Rápido e habilidoso ao extremo, é considerado o melhor ponta-direita e o maior driblador da história. Defendeu a seleção por dez anos e conquistou as Copas do Mundo da Suécia em 1958 e do Chile em 1962, esta última como o grande destaque do time, principalmente após a contusão de Pelé. Neste período, foram 60 jogos com 52 vitórias e 17 gols marcados.

O “Anjo das Pernas Tortas” é o maior ídolo da história do Botafogo, clube pelo qual começou a carreira como profissional e atuou entre 1953 e 1965, com 612 partidas disputadas e 245 gols, além de muitos títulos conquistados. Faleceu em janeiro de 1983 aos 49 anos.

Zagallo, o “Velho Lobo”

Mário Jorge Lobo Zagallo (Fotos: Reprodução/ Montagem: Adriano Oliveira)

Fotos: Reprodução/ Montagem: Adriano Oliveira

É praticamente impossível falar o nome de Mário Jorge Lobo Zagallo sem rapidamente associá-lo à seleção brasileira. O “Velho Lobo” ou “Senhor Seleção” é simplesmente o maior vencedor da história das Copas do Mundo.

Entrou em campo 36 vezes com a camisa canarinho e anotou seis gols. Foi bicampeão mundial nas Copas da Suécia (1958) e do Chile (1962) como jogador e na beira do campo como treinador em 1970 no México, além de ocupar a função de auxiliar de Carlos Alberto Parreira em 1994 nos Estados Unidos. Também dirigiu a seleção nos Mundiais de 1974 na Alemanha e de 1998 na França. Ao todo, Zagallo chegou à cinco decisões em sete edições de Copa do Mundo. Uma “lenda” verde e amarela.

Montou e foi o comandante do brilhante time que conquistou o tricampeonato mundial em 1970, considerado o melhor de todos os tempos. Sua inteligência mudou para sempre o conceito de futebol e, somado aos talentos de jogadores geniais como Pelé, Rivellino, Tostão, Jairzinho, Gérson e Carlos Alberto Torres, entre outros, encantou o mundo.

Revelado pelo América, do Rio de Janeiro, também defendeu as cores de Flamengo e Botafogo, ganhando inúmeros títulos pelos dois times cariocas na fase de ouro do futebol no Brasil. Como treinador, trabalhou ainda em vários clubes do Brasil e nas seleções do Kuwait, da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes, ganhando dezenas de troféus.

Romário, o “Gênio da Grande Área”

Romário (Divulgação)

Divulgação

Na partida festiva entre Brasil e Itália, que reviveu a final da Copa do Mundo de 1994 nos Estados Unidos, realizada em janeiro deste ano no estádio Presidente Vargas, em Fortaleza, o baixinho Romário ficou em campo durante os 70 minutos de jogo e foi o ídolo mais ovacionado pela torcida.

Um dos maiores atacantes do futebol mundial, Romário disputou 70 jogos com a camisa canarinho e assinalou 55 gols, o quarto maior artilheiro. Conquistou os títulos da Copa América de 1989 e 1997, da Copa das Confederações em 1997 e da Copa do Mundo dos Estados Unidos em 1994 como o grande destaque daquela equipe ao lado de Bebeto.

Seus dois gols na emblemática e decisiva vitória do Brasil por 2 x 0 sobre o Uruguai, em setembro de 1993 no estádio do Maracanã, pelas Eliminatórias do Mundial do ano seguinte, estão imortalizados na história da seleção brasileira e ficarão para sempre na memória dos amantes do futebol bem jogado.

Gylmar, o “Goleiro Maior”

Gylmar dos Santos Neves (Divulgação/ Acervo da CBF)

Divulgação/ Acervo da CBF

Gylmar dos Santos Neves foi uma das grandes “lendas” do futebol brasileiro. Imponente e quase intransponível debaixo das traves, sagrou-se bicampeão mundial com a seleção nas Copas do Mundo da Suécia e do Chile, em 1958 e 1962 respectivamente, além de mais 11 títulos. Disputou 102 partidas pelo Brasil e comemorou 72 vitórias, entre 1953 e 1969.

Revelado pelo Jabaquara, da Baixada Santista, se tornou ídolo de Corinthians e Santos. Pelo time do Parque São Jorge, conquistou inúmeros troféus em dez temporadas, sendo apontado como o maior goleiro da história do clube. Na Vila Belmiro, atuou de 1962 a 1969 e fez parte do lendário time de Zito, Dorval, Coutinho, Pelé e Pepe, e foi bicampeão da Copa Libertadores da América e bicampeão mundial, entre vários outros títulos. Faleceu em agosto de 2013 aos 83 anos.

Didi, o “eterno maestro”

Didi (Divulgação/ Site oficial da CBF)

Divulgação/ CBF

Waldir Pereira, o Didi. Um apelido simples que contrasta com o requinte e a grandiosidade do seu futebol. Dono de uma elegância e classe incomparáveis com a bola nos pés, o “eterno maestro” abrilhantou a história da seleção brasileira com 75 partidas disputadas e 21 gols marcados.

Seu toque de bola preciso e a visão de jogo sempre apurada ditavam o ritmo de jogo de toda a equipe. Didi participou de três Copas do Mundo, sendo bicampeão em 1958 e 1962. Entrou em campo 15 vezes em Mundiais, com 11 vitórias, três empates e apenas uma derrota. Foi eleito o melhor jogador da Copa de 1958 na Suécia e por conta disso passou a ser chamado de “Mr. Football”.

Seu estilo dentro das quatro linhas era tão refinado que o lendário meia foi o inventor da “folha seca”, um jeito de bater na bola que tornava a trajetória da finalização quase imprevisível, igual ao movimento de uma folha seca caindo no chão. Ídolo de clubes como Botafogo, São Paulo e Real Madrid, da Espanha, Didi faleceu em maio de 2001 aos 72 anos.

Pelé, o maior de todos os tempos

Pelé (Reprodução)

Reprodução

Edson Arantes do Nascimento nasceu na cidade mineira de Três Corações em 23 de outubro de 1940 e recebeu esse nome em homenagem ao inventor e cientista norte-americano Thomas Edison. Porém, ficou mundialmente conhecido como Pelé, considerado o maior jogador de futebol de todos os tempos. Conquistou três dos cinco títulos mundiais do Brasil, em 1958 na Suécia, em 1962 no Chile e no México em 1970.

Pelo Brasil, o Rei do Futebol entrou em campo 92 vezes e marcou 77 gols. É também o jogador mais jovem a ter disputado uma final de Mundial (aos 17 anos em 1958), a ter marcado numa decisão e a balançar as redes numa Copa do Mundo.

Seu gol diante da Suécia, na Copa de 1958, quando deu um chapéu no defensor adversário antes de finalizar sem deixar a bola cair, foi eleito pelos torcedores em pesquisa do site “GloboEsporte.com” como o mais bonito da história da seleção brasileira.

Jogando ao lado de Garrincha, o Brasil jamais perdeu uma partida. A lendária dupla disputou 40 jogos, sendo 36 vitórias e quatro empates. Juntos, marcaram 55 gols com a camisa canarinho.

Pelé é a maior “lenda” da história do Santos, clube pelo qual foi revelado e atuou por 1.116 partidas com 1.091 gols, conquistando inúmeros títulos. Foi ainda nomeado em 1981 o “Atleta do Século”, em votação realizada pelo jornal francês “L’Equipe” com jornalistas das 20 mais importantes publicações esportivas do mundo.

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