Renato “desafia” Gaciba a participar de programa ao vivo com treinadores; vice do Grêmio fala em “assalto” no Morumbi

Grêmio se incomodou bastante com a postura da arbitragem no empate no Morumbi

Eduardo Caspary
Jornalista formado pela PUCRS em agosto de 2014. Dupla Gre-Nal.

Crédito: Foto: Divulgação/Grêmio

Ao reclamar de dois pênaltis em Pepê e Geromel nem checados pelo VAR, além de entradas duras em Alisson e Luiz Fernando, o Grêmio, mais uma vez nesse Brasileirão, se sentiu bastante prejudicado pela arbitragem – dessa vez, no 0x0 deste sábado fora de casa diante do São Paulo.

Em coletiva de imprensa pós-jogo, o técnico Renato Portaluppi evitou criticar diretamente ao árbitro de campo Rafael Traci e focou a sua fala em Leonardo Gaciba, chefe da Comissão Nacional de arbitragem da CBF:

“A autoridade é o árbitro do jogo. Por conta disso, ele tem que checar o VAR. Esta é minha bronca. Faz um programa ao vivo ou uma live entre o Gaciba e alguns de nós treinadores, pega uns sete, oito treinadores. Aí vamos saber fazer as perguntas certas para ele. Só falar em programa de televisão e não responder pergunta é fácil. Nós temos a ferramenta, mas não estamos sabendo usar o VAR”, declarou Renato, antes de acrescentar:

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“Eu nunca critiquei a arbitragem. A minha crítica é construtiva para a arbitragem. O árbitro é a autoridade do jogo, e por isso, ele tem que checar o VAR. Se tem o VAR, tem que ser usado”.

Renato, por sua vez, já havia mencionado Gaciba depois da derrota de 2×1 para o Santos, na Vila Belmiro, no domingo passado. Na oportunidade, o Grêmio também questionou a ausência da checagem do VAR em lance que poderia ser dado pênalti.

Vice-presidente de futebol do Grêmio sobe o tom

Paulo Luz, vice de futebol gremista, subiu o tom em coletiva ao considerar “assalto” o jogo diante do São Paulo no Morumbi. E lembrou que a arbitragem de Traci ficou “condicionada” pela ida da direção são-paulina durante a semana à CBF cobrar explicações de jogos em que sentiu prejudicado – contra o Atlético-MG no Brasileirão e Fortaleza na Copa do Brasil.

Os paulistas solicitaram troca na escala de arbitragem deste sábado e Elmo Alves Resende Cunha foi colocado como responsável pelo VAR no lugar de Rodolpho Toski Marques, que apitou o jogo contra o Fortaleza.

“O diretor executivo do São Paulo, o Seu Raí, junto de um diretor do clube, estiveram com o Seu Gaciba na quinta-feira. Desde aquele momento a arbitragem esteve condicionada. O que houve hoje foi uma arbitragem tendenciosa, vergonhosa e calamitosa, que tirou três pontos do Grêmio”, disparou Luz, antes de aumentar:

“O critério é para alguns, e não para todos. O Grêmio é uma instituição de 117 anos, por isso estou indignado. Estou falando em nome de 100 mil sócios e de uma nação de 9 milhões. Não podemos nos conformar. Vamos tomar medidas duras. O Grêmio foi assaltado. O que ocorreu hoje foi um assalto. Um assalto. Um assalto. O juiz veio pra cá porque o São Paulo não poderia perder de jeito nenhum para o Grêmio. Foi isso que aconteceu, por isso estamos indignados”, repetiu.

Sequência de jogos do Grêmio a partir de agora:

• América de Cali (Arena) – 22/10 – Libertadores
• Athletico-PR (Baixada) – 25/10 – Brasileiro
• Juventude (Arena) – 29/10 – Copa do Brasil
• Bragantino (Arena) – 02/11 – Brasileiro
• Juventude (Jaconi) – 05/11 – Copa do Brasil

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