Veja o que Luxemburgo disse em sua última coletiva como técnico do Palmeiras

Luxemburgo falou após a derrota para o Coritiba e afirmou que “alguma coisa saiu do trilho” os últimos jogos do Palmeiras

Danielle Barbosa
Colaboradora do Torcedores.com.

Crédito: Cesar Greco/Ag.Palmeiras

O Palmeiras perdeu por 3 a 1 para o Coritiba, nesta quarta-feira (14), no Allianz Parque, em jogo válido pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro. A terceira derrota consecutiva custou o cargo do técnico Vanderlei Luxemburgo, que teve sua demissão anunciada hora depois do apito final. Pouco antes, porém, o treinador havia respondido as perguntas dos jornalistas sobre a partida contra o Coxa.

Em meio aos rumores da iminente queda de Luxemburgo, a entrevista coletiva do treinador foi gravada e disponibilizada horas depois da partida. Veja as principais respostas:

SOBRE O MOMENTO DO PALMEIRAS:

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— Nós temos que entender que temos que melhorar. Melhorar no geral. Eu acho que tenho que melhorar como técnico. O que eu fiz até agora caminhamos bem, mas precisamos de mais alguma coisa, que também passa por mim. Eu tenho a obrigação de fazer algo a mais. Eu acho que nós, eu, como maior responsável, temos que entender que esses três últimos jogos não foram bons. O torcedor tem toda razão e direito de reclamar, de ir para as redes sociais, fazer as cobranças que tem que fazer, são naturais. A única coisa que me incomodou foi colocar meu telefone e do presidente na rede social, infelizmente têm pessoas que fazem isso.

PRESSÃO DA TORCIDA:

— Normal. A gente sabe que aqui no Palmeiras essa pressão funciona mais forte do que em outros lugares. A gente estava conseguindo resultado, mesmo não jogando. Agora não, as criticas procedem. Você tem que entender que o torcedor vai criticar, mas volto a dizer, tenho família, a irresponsabilidade de um torcedor colocar meu telefone pessoal na rede social é perigoso. Mas estamos merecendo ser criticados, técnico e jogadores. Não tenho nenhuma reclamação a fazer da torcida com as críticas que estão fazendo. Os resultados mostram que eles têm que criticar mesmo.

COMO MANTER O CONTROLE EMOCIONAL DO TIME:

— Aí vai da reconstrução. Uma equipe é mais experiente ou menos, a nossa é mesclada. Uma equipe mesclada oscila, está sendo reconstruída. Isso faz parte da reconstrução. Claro que viver em um ambiente mais tranquilo é melhor. Mas quem está no Palmeiras tem que saber que vai ser criticado, tem que estar preparado para que isso não seja levado para dentro de campo. O torcedor está criticando por merecimento, cabe a nós mudar isso com um comportamento diferente dentro de campo e jogando bola. Nós todos temos que ter uma dedicação maior.

WESLEY NO BANCO DE RESERVAS:

— O Veron é um jogador que gosto muito, é um jogador que precisa amadurecer. É uma das apostas, como o Menino, o Patrick de Paula, o Danilo, o próprio Wesley. Eu optei pelo Veron e pelo Scarpa, que merecia uma oportunidade de jogar. A opção foi em função disso. Eu quis dar mais velocidade, já que tinha o Menino pela direita, colocar o Menino e o Veron forçando pela direita. A opção foi por isso.

SAÍDA DO PATRICK DE PAULA:

— Não sentiu (lesão). Eu senti a necessidade de mudar o Patrick. Ele é jovem, tem dia que não vai fluir da forma que tem que fluir. Senti que tinha que dar uma ajeitada por aquilo que percebi. Não é proibido substituir o Patrick, o Menino, o mané, o Joaquim, faz parte do que analisei. Se eu analisei equivocado, cabe aos comentaristas falar que não gostaram da substituição. Eu tenho que analisar o jogo e fazer alguma coisa.

OPÇÕES POR SCARPA E RENAN:

— O Scarpa entrou muito bem nos últimos três jogos, como ala, participou de gols. É um jogador que não tinha tido uma oportunidade de começar jogando em sua posição, pelo lado direito, onde gosta mais. Com a saída do Esteves optei por jogar ele para a lateral, mas ele conseguiu jogar ali. Ele mereceu, pelos três últimos jogos, uma chance de começar jogando. Sobre o Renan, é mais um jogador da base, começamos com cinco hoje. É um jogador que tem potencial. Quando tem uma derrota somos todos nós, não é ele. Erro de defesa não é um erro de defesa, é de time. Para chegar até o time tem uma série de situações até chegar ali. O time do Palmeiras não teve atitude que tinha que ter. Hoje ficou mais vivo essa falta de atitude de quem está no Palmeiras e quer buscar uma situação. E eu também tenho que me cobrar sobre isso, o que está faltando.

COMO FAZER O PALMEIRAS SER REGULAR?

— Não existe defesa, a gente tem que trabalhar. Existe um processo no Palmeiras de reconstrução dentro do trabalho. Esse ano é totalmente diferente do ano passado. Esse ano estamos reconstruindo uma filosofia, uma situação. E uma reconstrução requer sacrifício Qual foi a decisão? Colocar jogadores da base no time de cima. Estamos com uns dez jogadores. Ela deu resultado, está dando. Não posso me basear nos três últimos jogos, que foram ruins. Se eu pegar do início da temporada, até agora, o torcedor vai entender que deu resultado. Temos jogadores da base no profissional. Avançamos, mas precisamos melhorar muito ainda. Tivemos três derrotas no Brasileiro, nada impede de voltarmos a ganhar e irmos lá para cima de novo. Mas para isso temos que mudar a atitude, e eu estou sempre me incluindo nisso.

– Temos que lembrar que temos a Copa do Brasil e Libertadores, competições importantes. Mudança de atitude para buscarmos aquilo que tínhamos encontrado. Houve uma perda, vamos dizer, do fio da meada. Alguma coisa saiu do trilho, temos que colocar no trilho de novo. Não existe poupar jogador ou técnico, o torcedor tem mais que criticar mesmo, temos que estar preparados para isso. Mas nós todos temos que mudar a atitude. Temos que caminhar, não podemos sofrer três derrotas e achar que está tudo bem. Passa pelo treinador e por diversos setores. Temos que tomar um tipo de decisão importante. Qual vai ser? Vai ser reunindo, conversando, alguma coisa tem que ser feita.

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