Ex-presidente do Paysandu transfere responsabilidade por condenação em processo contra Bruno Veiga: “que culpa eu tenho?”

Alberto Maia presidiu o clube alviceleste entre 2015 e 2016 e foi um dos responsáveis pela contratação em definitivo do jogador

Octávio Almeida Jr
Jornalista graduado pela Universidade da Amazônia (UNAMA), 27 anos.Repórter de campo pela Rádio Unama FM em duas finais de Campeonato Paraense (anos 2016 e 2017).

Crédito: Reprodução/Paysandu Sport Club

Presidente do Paysandu entre 2015 e 2016, o advogado Alberto Maia foi um dos responsáveis pela contratação em definitivo do atacante Bruno Veiga. Após empréstimo em 2014 e bom desempenho apresentado pelo jogador, o clube paraense se interessou em manter o jogador. Conseguiu. As partes assinaram contrato de três anos.

O rendimento, entretanto, caiu e Bruno Veiga acabou sofrendo várias lesões. Entre elas, uma no ombro que o impediu de jogar por seis meses. Como resultado, o vínculo acabou rescindido e o Paysandu se comprometeu a pagar ao atleta o que é de direito.

O clube, no entanto, descumpriu o acordo e acabou processado e, posteriormente, condenado a pagar R$ 510 mil para Veiga. A sentença foi publicada em junho deste ano pelo Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (TRT8).

Em live transmitida nesta segunda (7), nas redes sociais, Alberto Maia negou que seja culpado pela condenação em primeira instância.

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O ex-presidente do Paysandu argumenta que a quebra do acordo é de responsabilidade da gestão atual, liderada por Ricardo Gluck Paul.

“Lamentavelmente essas parcelas deixaram de ser pagas em janeiro de 2020. Ou seja, antes da pandemia. Não havia pandemia, não havia nenhuma manifestação no sentido de situações mais complexas”, iniciou.

“Então, na verdade, o acordo com o Bruno Veiga não foi pago a partir de janeiro de 2020. Não foi paga a parcela de janeiro, fevereiro, março, abril e maio”, enumerou Maia.

“Foi um acordo firmado pela gestão posterior a minha e que tem todo o direito de rescindir o contrato, já que, lamentavelmente, o atleta não conseguia ter uma boa desenvoltura, passou a ter problemas de contusão. Mas que cumpriu. E precisávamos cumprir com essa obrigação”, acrescentou o ex-presidente do Paysandu

“E aí o que acontece? O não pagamento dessas parcelas de janeiro, fevereiro, março, abril e maio de 2020, no valor de R$ 100 mil, geraram passivo para o clube de mais de R$ 500 mil”, disse Maia.

“E que culpa eu tenho disso? Que culpa eu tenho de dívida de 2020 não ter sido paga? Tenho nenhuma culpa disso”, perguntou.

O ex-presidente do Paysandu também encarou como normal o fato de algumas gestões deixarem compromissos salariais para futuros presidentes. Indiretamente, Maia citou os jogadores Nícolas e Bruno Collaço como exemplos.

A dupla renovou contrato (Nícolas até o fim de 2022; Collaço até 2021) recentemente e o próximo mandatário bicolor, Maurício Ettinger, terá a responsabilidade de pagar os salários dos atletas em dia.

Trajetória do jogador

Bruno Veiga defendeu o Paysandu Sport Club em duas oportunidades. No ano 2014, ele foi contratado, por empréstimo, junto ao Fluminense. Naquela temporada, foi vice-campeão da Série C pelo time paraense, onde ficou até 2015.

Em 2016, voltou ao clube assinando um contrato de três anos. Entretanto, não correspondeu às expectativas e encerrou o vínculo sendo emprestado ao Cuiabá.

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No Paysandu, Bruno Veiga acumula dois títulos estaduais (2016 e 2017) e uma Copa Verde (2016). Além disso, fez 17 gols em 48 jogos, conforme dados do site OGOL.

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