UEFA abre investigações sobre a criação da Superliga e três clubes podem ser punidos

Com base no artigo 34 (1) do Código Disciplinar foi aberto o processo que pode resultar em sanção aos três clubes remanescentes no projeto da Superliga

Gabriel Neves
26 anos. Jornalista formado na Universidade Presbiteriana Mackenzie. Passagens por Footstats e Placar Uol. Participante do podcast ''As Quatro Forças''.

Crédito: Reprodução

Uma sanção para Madrid, Barça e Juventus por parte da UEFA parece estar mais perto que nunca. A mais alta instância do futebol europeu anunciou que está abrindo o processo de investigação a respeito da tentativa de criar uma Superliga paralela e na decisão de não se retirar, como já fizeram os outros nove clubes fundadores.

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A UEFA informou que “com base no artigo 34 (1) do Código Disciplinar, o Comité de Ética e os Inspetores Disciplinares concordaram em abrir uma investigação por uma potencial violação dos códigos de legalidade da UEFA pelo Real Madrid, Barcelona e Juventus em relação ao que é conhecido como o projeto ‘’Super League”.

A entidade também indica que “dará mais detalhes da investigação à medida que ocorrerem.” De acordo com o publicado pela ESPN americana, a sanção que eles poderiam enfrentar seriam dois anos fora das competições europeias.

Nos últimos dias, os três clubes emitiram um comunicado conjunto no qual se mantiveram firmes em sua conduta: “Os clubes fundadores da Superliga receberam – e continuam a receber – pressões, ameaças e ofensas para abandonar o projeto”.

‘’É inaceitável nos termos do Estado de direito e os Tribunais já se pronunciaram sobre o projeto da SuperLiga ordenando à FIFA e à UEFA, categoricamente, que se abstenham durante o processo judicial, diretamente ou através de suas entidades afiliadas, para a realização de qualquer ação que possa penalizar os clubes fundadores ou que vão contra a Superliga, reconhecendo assim o aspecto de boa lei dessa iniciativa ”, dizia parte do comunicado.

A UEFA, por sua vez, decidiu readmitir os nove clubes que se arrependeram da Superliga à custa de uma série de medidas muito duras, que vão desde uma cláusula pela qual teriam de pagar 100 milhões caso decidissem jogar uma competição não autorizada a doação a um ‘’fundo de solidariedade” para que o dinheiro seja investido no futebol educativo e em projetos sociais.

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