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Presente em queda do Grêmio, Tiago Prado mantém carinho pelo clube, cita torcida e lembra: “Trocar treinador não resolve”

Ex-zagueiro Tiago Prado foi titular do Grêmio na campanha ruim da temporada de 2004, que rebaixou o clube

Eduardo Caspary
Jornalista formado pela PUCRS em agosto de 2014. Dupla Gre-Nal.

Crédito: Foto: Reprodução/Instagram - Tiago Prado

De Adilson Batista para José Luiz Pein, de Plein para Cuca e depois uma tentativa salvadora com Cláudio Duarte, o Claudião. Com uma sucessão de erros dentro e fora de campo, o Grêmio empilhou quatro treinadores na trágica campanha de 2004 e não conseguiu evitar o que se tornou provável segundo rebaixamento de sua história. O mesmo número de técnicos será igualado na atual temporada – Renato Portaluppi, Tiago Nunes, Felipão e Thiago Gomes efetivado ou algum próximo -, o que faz Tiago Prado, zagueiro titular do ano da segunda queda, se preocupar.

Segundo ele, conforme entrevista dada ao autor desta matéria, a solução para um time de futebol está sempre “dentro, não fora” e ficar trocando de treinador, como o clube fez em 2004, “não resolve nada”:

“O Grêmio de hoje vive uma situação totalmente diferente. É um Grêmio que paga salários altos, que tem um grupo de jogadores jovens, que tem lideranças que até pouco tempo eram considerados os melhores do Brasil. O que o pessoal precisa entender, principalmente diretoria e torcida, é que não é trocando treinador que vai resolver o problema. A diretoria precisa é entender o momento, se fechar com o elenco, montar um esquema de jogo diferente, trazer uma motivação para o grupo… porque a troca de treinador gera uma insegurança, uma incerteza. Não gera aquilo de “opa, agora vamos motivar e vamos seguir adiante”. Não rola isso. O grupo fica desconfiado e com medo”, disse Tiago, antes de aprofundar sobre 2004:

“Saiu o Adilson, veio o Cuca, veio o Plein, teve o Cláudio Duarte. Também tivemos um tempo ali com o Beto Almeida. Eram propostas e projetos de decisões erradas e equivocadas. A imprensa também se desgastava muito com o Adilson, que, no meu modo de ver, foi um dos melhores treinadores que eu tive. É um cara que entende de futebol. Mas se o resultado não vem em duas ou três partidas, a imprensa já começa a desgastar a relação com o treinador. Muitas vezes não se resolve o problema trocando o técnico. Poderia ser o caso de se fechar ainda mais com o treinador. Com toda certeza, a solução fica dentro do grupo e não fora. E precisa ser colocada em prática para se preparar para o próximo jogo”.

Torcida do Grêmio pode ser trunfo para o time

O momento dramático que o Grêmio vive no atual Brasileirão está sendo no mesmo momento que os torcedores estão voltando ao estádio – sem vitórias, o tricolor já teve torcida contra Sport e Cuiabá e resolveu reduzir os ingressos para pegar o Juventude, domingo, 18h15. Segundo Tiago Prado, a torcida gremista tem a característica desde a sua época de apoiar e ajudar o time:

“Eu tenho lembranças maravilhosas da torcida do Grêmio. Lembro que, sempre quando eu andava nas ruas de Porto Alegre, a torcida me apoiava. Pouquíssimas pessoas me criticavam. Não tinha a mesma tecnologia de hoje. E o Grêmio também não tinha a mesma estrutura que tem hoje. A lembrança é maravilhosa, e eu tenho muita saudade. Queria ter feito uma história ainda melhor no Grêmio, até pelo fato de que vim da base. Queria que tivesse sido uma passagem mais vitoriosa e infelizmente não consegui”, disse o ex-zagueiro, que subiu para o profissional em 2004 e permaneceu em 2005 antes de ir para o Figueirense.

Mesmo ciente das dificuldades que o ex-clube atravessa, Prado mantém a confiança na recuperação:

“A torcida do Grêmio, hoje, precisa lançar uma energia positiva sobre os jogadores. Para que o grupo consiga sair desse marasmo, dessa dificuldade que está. Para assim vencer o próximo jogo, adquirir mais confiança para o próximo e ir assim. Tenho certeza que o Grêmio não será rebaixado”, terminou.

Sempre com a torcida de Tiago Prado, o Grêmio volta a jogar nesta quarta-feira, 20h30, buscando um bom resultado fora de casa diante do Fortaleza. O time gaúcho é o 19° com 23 pontos.

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