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F1: Engenheiro revela estar mais difícil ‘driblar’ regulamento em 2022; entenda

James Key, da McLaren, confessa que ‘truques’ poderão ser tentados, mas será mais complicado conseguir sucesso na temporada de 2022 da Fórmula 1

Álvaro Logullo Neto
24 anos, formado em Jornalismo pela Universidade de São Paulo e, desde 2021, redator de esportes no Torcedores.com. Por aqui, um pouco de tudo: tênis, basquete, NFL, Fórmula 1, esportes olímpicos e Fiorentina... digo, futebol!

Crédito: Giorgio Piola

O Mundial de Fórmula 1 de 2021 ficou marcado por inúmeras polêmicas. Dentre elas, situações envolvendo as asas traseiras (tanto de Lewis Hamilton quanto de Max Verstappen) geraram discussões sem fim.

Não é de hoje, contudo, que as equipes da F1 tentam ‘driblar’ as diretrizes da categoria no que diz respeito à ELASTICIDADE desses componentes. As chamadas ‘asas flexíveis’ diminuem o arrasto dos carros e, dessa forma, geram aumento de velocidade em linha reta.

Tal conduta é revisada de perto pela Federação Internacional de Automobilismo, que promove testes rígidos nas asas para constatar se elas, de fato, estão mais maleáveis do que o permitido. E, na esteira desta discussão, o engenheiro da McLaren, James Key, acredita que será mais difícil conseguir burlar os regulamentos em 2022.

“Alguns dos testes mais rigorosos são os feitos na asa traseira do carro. Estes, por exemplo, serão um pouco mais difíceis. Há muito atenção para as coisas que aconteceram no ano passado”, disse Key ao Independent.

Polêmicas na F1 em 2021

A ‘asa flexível’ foi objeto de debate na Fórmula 1, em 2021, principalmente devido a Red Bull. Isso porque, após o GP da Espanha, ainda no começo do campeonato, Lewis Hamilton reclamou da elasticidade das asas da equipe rival. Segundo ele, tal artifício estava tornando a Red Bull um carro ‘quase impossível de segurar’.

Depois, ainda houve outro incidente, mas com inversão de lados. Max Verstappen foi ‘flagrado’ mexendo na asa da Mercedes após a corrida de classificação no Brasil. O motivo foi a reclamação de que o Sistema de Redução de Arrasto (DRS) do carro estava maior do que o aceitável.

De fato, a FIA puniu Hamilton, mas mesmo assim ele superou um 10º lugar para vencer o GP do Brasil.

Contudo, qualquer maneira, James Key acredita que ainda serão possíveis alguns truques das equipe: “Acho que sempre haverá alguns truques, mas não deverá ser algo fácil de se explorar. As asas dianteiras na temporada de 2022 são uma coisa enorme, mas a FIA tem um conjunto rigoroso de diretrizes de rigidez”, diz o engenheiro da McLaren.

Key termina dizendo que, embora exista fiscalização por parte da entidade máxima do automobilismo, ainda se faz necessária uma regulamentação ainda maior neste quesito por parte da F1: “É uma área bastante clara onde precisamos ter o cuidado de regular corretamente. Pode se tornar um problema e, portanto, não é algo que FIA e equipes estão ignorando”.

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