Home Mídia Esportiva e bastidores Ana Thaís aponta ‘força absurda’ das mulheres no jornalismo esportivo: “Só preciso ser ouvida”

Ana Thaís aponta ‘força absurda’ das mulheres no jornalismo esportivo: “Só preciso ser ouvida”

Comentarista da Globo abriu o jogo sobre o momento das mulheres na mídia esportiva

Matheus Camargo
Jornalista formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), colaborador do Torcedores.com desde 2016. Radialista na Paiquerê 91,7.

A comentarista Ana Thaís Matos, da Globo, em entrevista ao Charla Podcast, abriu o jogo sobre o momento da mídia esportiva, com mais mulheres nos comentários e nas narrações. Segundo ela, há uma explicação para o ‘boom’ feminino no jornalismo esportivo.

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“A grande dificuldade que eu tento é mostrar para as pessoas… As pessoas olham o que eu faço nos 90 minutos, porque é o que eu falo, é importante agora o momento das mulheres no jornalismo esportivo, não só por que: ‘ah, quer lacrar’. Não. É porque a gente tem uma forma de enxergar o mundo que nos trouxe até aqui. Essa forma de enxergar o mundo faz que a gente acrescene uma forma de ver o mundo, o futebol”, disse Ana Thaís.

“Não é para a gente fazer como o outro faz. Uma vez um cara mandou mensagem para eu comentar como outros comentaristas. Eu disse que adoro os caras, mas eles têm uma forma de enxergar o mundo e o futebol, e eu tenho uma outra forma, e você não precisa concordar. Eu só preciso existir e ser ouvida.”

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Comentarista explicou porque é importante que as mulheres sigam ganhando força

O jornalismo esportivo era um lugar essencialmente masculino, mas a aparição de personagens como Ana Thaís Matos, nos comentários, e de outras mulheres, tanto na reportagem, quanto na narração, fizeram com que o panorama mudasse nos últimos anos.

Ao Charla, a comentarista explicou o motivo para que, na sua visão, o crescimento feminino nas transmissões esportivas tem sido tão fundamental.

“Por que é importante as mulheres neste momento? Porque nós viemos de um outro lugar, de uma outra construção de vida. Você tem o espaço para o cara mais técnico, para o mais boleiro, para o cara que fala mais sobre o social, e a nossa fala, que veio de outro lugar. Essa vibe que a gente vive agora das mulheres no jornalismo é importante.”

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