Em entrevista ao Charla Podcast, Celso Roth adotou uma visão sincera sobre o atual momento dos técnicos brasileiros. Considerando que os compatriotas, de forma injusta, estão sendo desprestigiados, ele não se rendeu aos estrangeiros, motivo pelo qual deixou claro que apenas dois nomes, Jorge Jesus e Abel Ferreira, tiveram sucesso em solo nacional.
No caso do ex-treinador do Flamengo, o bom desempenho foi atrelado ao elenco sensacional do clube carioca. Sendo assim, apenas o trabalho de Abel Ferreira foi visto como passível de todos os elogios.
“O treinador brasileiro não está defasado, ele é tão bom quanto qualquer um europeu. Nós somos cinco vezes campeões do mundo e, de repente, perdemos uma Copa do Mundo no nosso país por 7 a 1. De repente, passamos a ser os piores do mundo. Os dirigentes da CBF e do futebol brasileiro passaram a ter treinadores mais novos e estrangeiros. Os mais novos já estamos vendo que deu uma complicada. O Jesus teve uma felicidade de treinar o Flamengo em um momento legal. O Abel, sim, está fazendo um trabalho espetacular no Palmeiras. Os outros são iguais aos brasileiros, virou moda. Os treinadores brasileiros ficaram em uma situação complicada e outros estão voltando, como o Felipão e o Vanderlei (Luxemburgo) e estamos nesse impasse.”, disse.
Na sequência, Celso Roth reprovou a possível espera da CBF por Carlo Ancelotti. Aprovando a escolha por Fernando Diniz, o treinador deixou claro que a seleção pode seguir sendo comandada por um brasileiro.
“A CBF diz que quer o fulano de tal, de um futebol quebrado e que não classifica em duas Copas do Mundo. Nós queremos o cara só porque está no Real Madrid. Aqui não tem porque os melhores resultados são de um estrangeiro, e não contrata o Abel. Então, leva o que está na moda? Quem fez alguma diferença de 2014 para cá. Até arriscando muito porque tentou, tentou, tentou e deu certo no Fluminense. Acho que é uma tentativa válida.“, afirmou.

