Alvo de protestos e manifestações, Leila Pereira concedeu coletiva para falar sobre temas relacionados ao Palmeiras. Dessa forma, a mandatária máxima do clube fez questão de rechaçar a possibilidade de ser “dona” da equipe, mesmo que tenha o poder de tomar as principais decisões. Neste cenário, após o fim do mandato, a atual presidente deixou claro que vai seguir normalmente com a vida.
“O pessoal costuma dizer que me acho dona do Palmeiras e não. No dia que acabar meu mandato, eu pego minha bolsa e saio daqui. O Palmeiras não é de ninguém, é de nossos milhões de torcedores. A grande diferença é que só estou para ajudar o Palmeiras, não esses torcedores organizados, que é muito importante separar, quando reclamo é dos organizados.“, afirmou.
Vinculado ao Palmeiras até o final de 2024, Abel Ferreira ainda não definiu sobre uma possível permanência. Como Leila Pereira pode exercer um novo mandato, existe a possibilidade do acordo ser prolongado. Porém, até o momento, o português adota uma postura de mistério sobre o cenário em questão.
“Abel tem contrato conosco até dezembro de 2024, conversei com ele sim que é um desejo muito grande que tenho que ele fique comigo até o final do meu segundo mandato, se eu for reeleita. Ele não fala que sim e nem que não, mas eu vejo que o Abel está muito feliz aqui no Palmeiras.”, afirmou.
Leila reprova protestos hostis
Mesmo com a projeção, Leila Pereira apontou que Abel Ferreira teme os protestos hostis de torcedores do Palmeiras. Diante disso, a presidente não descartou que a situação em São Paulo seja crucial na análise para o técnico seguir no Brasil.
“Não há dúvida que ele também fica chateado, que alguns tem a memória muito curta. Abel é o maior treinador da história do Palmeiras, mas ele não tem obrigação de vencer todos os campeonatos. Eu volto a falar da violência. Se chega nos atletas, na presidente, claro que ele tem receio que chegue nele.”, destacou.

