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Presidente do Colo-Colo diz que declaração de Felipão sobre Pinochet foi infeliz, mas não afeta negociação

Felipão é o favorito para o comandar o clube chileno em 2020

Wilson Pimentel
Colaborador do Torcedores.com.

Crédito: Divulgação /Palmeiras

Não é segredo para ninguém que o Colo-Colo deseja contratar Luiz Felipe Scolari para a temporada de 2020. O “El Cacique” abriu negociação com o treinador. Na primeira conversa, Aníbal Mosa, presidente do clube, Harold Mayne-Nicholls, vice-presidente executivo, e Marcelo Espina, gerente de esportivo passaram a noite reunidos na casa do treinador em São Paulo. A princípio, o nome do pentacampeão mundial é muito bem avaliado internamente e segue o modelo de trabalho que a diretoria precisa: experiência internacional, grandes títulos no currículo, gosta de trabalhar com jogadores jovens e não tem medo de mudar a filosofia de jogo do time.

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Na reunião, Aníbal Mosa, apresentou o projeto para tentar fechar um acordo o mais rápido possível. No entanto, o lado financeiro está dificultando o acerto. O Torcedores.com apurou com pessoas próximas a negociação que Luiz Felipe Scolari não abre mão de receber US$ 1,5 milhão (R$ 6,9 milhões) por dois anos de contrato. Aliás, Felipão só pensaria em uma transferência para o futebol chileno se a oferta do clube fosse próxima do que pretende receber.

“Estamos tratando essa negociação com muita seriedade, discrição e cuidado. Estamos calmos em relação as conversas que tivemos até agora com o Felipão. Ele demonstrou empolgação com o projeto e os planos do Colo-Colo para os próximos anos. Qualquer pessoa perceberia que o Felipão tem o interesse em treinar o clube, mas é preciso alinhar algumas situações para avançarmos mais um pouco”, revelou Aníbal Mosa ao Torcedores.com.

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A reportagem apurou que algumas exigências de Luiz Felipe Scolari precisam ser alinhadas: premiações por títulos e bônus por metas alcançadas. Além disso, o treinador exigiu uma cláusula que permite a sua saída imediata, caso Felipão receba uma proposta do exterior e tenha o desejo de deixar o Colo-Colo. Afinal, Scolari ainda tem muito mercado no futebol asiático. Apesar de no momento não haver nenhuma intenção de um clube brasileiro em contratá-lo, Felipão teve o nome lembrado por algumas equipes após deixar o Palmeiras em setembro de 2019. Nesse ínterim, ele foi sondado por Atlético-MG, Cruzeiro e Fluminense. Porém, o treinador descartou abrir conversas com os três times.

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Felipão também pediu mais cinco reforços para a temporada. Com isso, o brasileiro pretende ter uma competição equilibrada com a Universidad Católica no Campeonato Chileno. Além disso, o treinador teria um grupo mais qualificado para avançar de fase na Copa Libertadores da América ou brigar pelo título da Copa Sul-Americana. Aníbal Mosa garantiu que não está conversando com outro treinador disponível no mercado. Portanto, Luiz Felipe Scolari segue sendo a prioridade do Colo-Colo.

Felipão é procurado por clube turco

Luiz Felipe Scolari está na mira do Fernerbahçe onde atuam os brasileiros Luiz Gustavo ex-Bayern de Munique, e Jaílson ex-Grêmio. Ele recebeu uma sondagem da equipe turca na última quarta-feira (04) antes de se reunir com os dirigentes do Colo-Colo. O empresário Jorge Machado, responsável por cuidar da carreira de Felipão, é quem está em contato com os europeus a fim de esquentar as conversas. Em 2008, o treinador dirigiu o Chelsea, da Inglaterra, onde não teve boa passagem. Agora, surge a possibilidade de voltar a Europa. Após ser procurado pelo Fenerbahçe, Scolari solicitou um tempo para avaliar a oferta do clube chileno.

“Vamos retornar hoje à noite para o Chile. Nosso desejo é ter uma posição definitiva do Felipão. Vamos respeitar o tempo solicitado por ele para conversar com sua família e também com seu agente”, disse.

Dirigente garante que elogios a Pinochet não entraram na pauta

Em 1998, em entrevista à “Rádio Jovem Pan”, Luiz Felipe Scolari afirmou: “Pinochet fez muita coisa boa também. Ajeitou muitas coisas lá (no Chile). O pessoal estava meio desajeitado. Ele pode ter feito uma ou outra retaliaçãozinha aqui e ali, mas fez muito mais do que não fez. Há determinados momentos que o pessoal se ajeita ou a anarquia toma conta”.

Aníbal Mosa disse a reportagem do Torcedores.com que considera um erro colocar a questão política na negociação entre o Colo-Colo e Felipão.

“Não perguntamos a ninguém sua orientação política. A análise que fazemos são suas realizações esportivas. Entendemos o contexto da declaração, que na época talvez não fui um depoimento feliz”, finalizou.

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