Gremista de arquibancada, Pitbull aprova passagem no Grêmio, recorda polêmica do extintor e fama em Portugal: “Virei pizza”

Ex-atacante Cláudio Pitbull concedeu entrevista à reportagem nesta semana e repassou carreira

Eduardo Caspary
Jornalista formado pela PUCRS em agosto de 2014. Dupla Gre-Nal.

Crédito: Foto: Reprodução/YouTube

Cláudio Pitbull realizou o sonho de todo jovem gremista que adora futebol. Torcedor fanático do clube, daqueles de frequentar as antigas arquibancadas do Olímpico, ele fez toda a base no tricolor, se profissionalizou e venceu dois Gauchões e uma Copa do Brasil entre as temporadas de 1999 e 2004. Nem mesmo o rebaixamento, no seu último ano de casa, tira o prazer e a satisfação da história que foi construída.

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“Minha passagem pelo Grêmio se inicia nos meus 11 anos e vai até os 23, quando fui vendido ao Porto, de Portugal. Vem um filme na nossa cabeça relembrar toda minha infância no Grêmio. Desde o primeiro treino no “carecão”, que depois virou estacionamento, os treinos no Cristal e depois toda a base em Eldorado do Sul. A minha passagem, no meu modo de ver, foi boa. Quando joguei, dei conta do recado. E você, vindo da base, é muito mais difícil. Tirando o rebaixamento em 2004, que é sempre muito difícil, ainda mais pra mim que sempre fui torcedor de ir atrás do gol no Olímpico com a Torcida Jovem. Sofri muito mais. Mas, em geral, entendo que a minha passagem foi muito boa”, disse o ex-atacante em entrevista à reportagem.

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Que apelido é esse?

O “Pitbull” ficou colado no nome até o fim da carreira, em 2018, quando jogou o Cariocão pelo Cabofriense. Tudo começou nos seus primeiros anos de profissional no Grêmio. Pelo estilo brigador e esquentado em campo, não aceitando a derrota jamais, o atacante foi “batizado” pelo ex-técnico Antônio Lopes.

“Esse apelido quem deu foi o nosso ex-treinador Antônio Lopes. Isso aconteceu em um treinamento. Eu não gostava de perder jamais, estava sempre brigando. E ele brincou um dia. Chegou pra mim e disse: “Você parece um Pitbull”. Todo mundo do time começou a rir depois disso. Eu fiquei brabo. E por ter ficado brabo que o apelido pegou e ficou até hoje”, recordou.

Polêmica brincadeira na concentração

A indisciplina fez até o técnico gremista da época, José Luiz Plein, pedir a sua volta a Porto Alegre. Pitbull foi afastado de um jogo contra o Criciúma, fora de casa, pelo Brasileirão de 2004, por ter retirado o lacre de um extintor de incêndio no hotel da concentração e jogado o pó nos ex-colegas Leonardo Inácio e George Lucas.

Ele, claro, se arrepende. E diz que o episódio foi fruto da imaturidade da época:

“Essa história do extintor… bom, foi uma brincadeira minha que eu fiz certa vez no hotel da concentração que o time estava. Eu fiz isso porque, na época, eu era imaturo demais. Eu pensei que nada iria acontecer. Acabou servindo como mais um aprendizado para a carreira e para a minha vida”, acrescentou.

Pitbull batizou até pizza em Portugal

Fora do Brasil, o ex-atacante fez uma carreira promissora em Portugal. Especialmente no Vitória de Setúbal, onde, pelo grande desempenho entre 2007 e 2008, virou até nome de pizza em homenagem feita pelos torcedores do clube:

“O melhor momento foi no Vitória de Setúbal, de Portugal, onde ficamos em 5° no Campeonato Português e nos classificamos para a Liga Europa da temporada seguinte. Também fomos campeões da primeira edição da Taça da Liga. Fui eleito o melhor jogador da final da competição. Depois, na Taça de Portugal, fomos até a semifinal e perdemos para o Porto. Aquele ano foi fantástico, a temporada 2007/2008 foi fantástica. Aliás, eu virei até nome de pizza por lá”, lembrou com orgulho.

Mas nada que possa tirar o seu eterno sentimento de gremista:

“Eu acompanho o Grêmio sempre e levarei sempre esse clube no meu coração. Tudo que eu tenho e conquistei na vida eu devo ao Grêmio. Portanto, sou e serei gremista até o final”.

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