Corinthians? Red Bull Bragantino? Entenda a situação de Paulinho

Volante está livre no mercado e é disputado por clubes brasileiros e do exterior; Timão e Bragantino sonham

Lucas Ayres
Colaborador do Torcedores

Crédito: Buda Mendes / Getty Images

Não que um jogador de Seleção Brasileira e de duas Copas do Mundo precise de muito motivo, mas o nome de Paulinho voltou às pautas da mídia e às bocas dos torcedores brasileiros, em especial de dois clubes paulistas. Livre no mercado, o volante é o pivô de uma verdadeira corrida pela sua contratação, protagonizada, pelo menos no Brasil, entre Corinthians e Bragantino.

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No último domingo (20), o jogador rescindiu seu contrato com Guangzhou Evergrande (CHI) e animou os torcedores dos dois clubes brasileiros que o volante atuou antes de seguir carreira na Europa. Até porque eles já estavam de olho nele desde o começo do ano.

Os problemas na China e os treinos de Paulinho no Bragantino

Ao final de março, começaram a pipocar fotos e notícias de Paulinho treinando no CT do Bragantino. Naquela altura, mais do que uma indicação do seu futuro, a ação foi uma alternativa paliativa do jogador, que estava “preso” no Brasil enquanto aguardava a liberação para entrar na China — e a resolução do problema da “bolha” do futebol chinês.

No começo daquele mês, o futebol chinês passou por uma crise inusitada. Com o rearranjo das regras financeiras do esporte no país, alguns clubes reduziram drasticamente seus investimentos e outros — o campeão de 2020 incluso — fecharam as portas. E tudo a um mês do início do campeonato nacional.

A questão, claro, fez o “Chinesão” ser adiado. Mais: somada aos problemas burocráticos que impediam  Paulinho de retornar ao país asiático, fez o jogador começar a repensar o seu futuro. Então, três meses depois, em junho, o volante acertou a rescisão do seu contrato com o Guangzhou Evergrande, e ficou oficialmente livre no mercado.

A corrida pela contratação de Paulinho

A nova situação de Paulinho se configurou automaticamente em uma oportunidade de mercado para os clubes brasileiros. Sem o clube chinês na jogada, os times precisariam “apenas” negociar com o staff do jogador que, ainda assim, dado o enorme salário que recebia no exterior, teria que invariavelmente aceitar uma redução nos seus ganhos — e por isso Corinthians e Red Bull Bragantino saíram na frente na corrida por sua contratação.

O volante, que começou sua carreira como profissional em 2006 pelo Audax, ganhou projeção justamente no Bragantino. Contratado em 2009, atuou em 45 partidas pelo clube entre a Série B daquele ano e o Paulistão do ano seguinte. Marcou 14 gols, um número bastante alto para alguém de sua posição.

O período no Massa Bruta marcou tanto Paulinho como o clube, em especial após o sucesso que se seguiu na carreira doo atleta. Clube e jogador se mantiveram próximos e estreitaram suas relação após a chegada da Red Bull em Bragança Paulista, em 2019. Em 2020 o volante visitou o estádio Nabi Abi Chedid e posou para fotos com a camisa 8 da equipe.

Essa boa relação, portanto, torna possível um cenário em que o jogador, por identificação, aceite abaixar seu salário. O respaldo financeiro da empresa de energéticos também deixa tudo mais palpável.

O sonho do Corinthians e a promessa de Paulinho

Se o Bragantino conta com a identificação de Paulinho, o Corinthians aposta todas suas fichas no carinho que o volante tem pelo clube. Afinal, se o Braga o projetou nacionalmente, o Timão o mostrou para o mundo.

Contratado ao final do Campeonato Paulista de 2010, Paulinho se tornou peça-chave no elenco corintiano em 2011, com a chegada do técnico Tite. O atual comandante da seleção brasileira montou um esquema que permitiu que o volante chegasse muito ao ataque, o que rendeu o apelido de “homem-surpresa”.

O casamento entre o jogador e o Corinthians se deu justamente num dos momentos mais gloriosos da história do clube. Com o camisa 8 entre os 11 titulares, o alvinegro foi campeão do Campeonato Brasileiro de 2011, e da Copa Libertadores e do Mundial Interclubes, em 2012.

O grande momento de ambos se deu nas quartas da Liberta, com Paulinho marcando o gol da vitória minutos depois do icônico lance entre Cássio e Diego Souza. Aquele foi um dos 25 gols do meia em 112 jogos pelo Timão. Com as 16 assistências que distribuiu, sua média foi de uma participação direta em gol a cada três jogos. Novamente, números impressionantes para alguém de sua posição.

As conquistas, o impressionante desempenho em campo, a idolatria, tudo convergiu para um momento decisivo em 2013. Negociado para o Tottenham, da Inglaterra, o volante fez sua despedida numa coletiva de imprensa. Despedida não, “até logo”:

O carinho que Paulinho demonstrou naquele momento se mantém até hoje e é o grande trunfo corintiano em uma possível negociação. O clube vive há anos uma crise financeira e teria de contar com a boa vontade do jogador em topar os termos oferecidos.

As chances, porém, são encaradas como pequenas. A análise interna da diretoria é de que o time até consegue montar uma proposta interessante ao volante, mas não consegue bater uma possível concorrência do exterior. Que existe.

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