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Você sabia? Hoje no Atlético-MG, Cuca teve passagem como jogador e técnico do Remo; veja algumas curiosidades!

Rebaixamento, choro, dinheiro devolvido e carrão como prêmio marcou a passagem de Cuca pelo Remo

Wilson Pimentel
Jornalista esportivo desde 1998. Cobriu os principais eventos esportivos da última década. Passou pelas redações do SBT, Record TV, CNT, Esporte Interativo, Rádio Tupi, Rádio Brasil e Rádio Manchete. É correspondente de veículos de comunicação da Colômbia, Croácia, Paraguai e Portugal. Está no Torcedores.com desde 2019.

Crédito: Reprodução/ TV Liberal

Nem tudo será novidade para o técnico Cuca ao colocar os pés no estádio Evandro Almeida. Afinal, essa não será a primeira vez que ele estará no Baenão. O local será palco da partida entre Remo e Atlético-MG, nesta quarta-feira, pela terceira fase da Copa do Brasil.

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Cuca teve duas passagens pelo clube. A primeira foi como jogador em 1994. Em julho daquele ano, o meio-campista foi contratado a pedido do técnico Mário Felipe Perez, o Tata, que havia acabado de assumira vaga deixada por Givanildo de Oliveira.

Além de Cuca, o elenco azulino contava com Clemer (ex- Internacional), Luís Carlos Goiano (ex- Grêmio) e Alex Dias (ex- Fluminense). O goleiro  vinha se destacando no Moto Club-MA, o volante era o capitão do Novorizontino-SP, enquanto o atacante estava no Águia Negra-MT.

Cuca teve bons números pelo Remo

Antes de mais nada, a estreia de Cuca como jogador do Remo ocorreu no dia 4 de agosto de 1994. Ele atuou os noventa minutos na derrota por 1 a 0 para o Vasco, no Baenão. Apesar do revés, ele teve boa atuação tendo acertado duas vezes a trave da meta defendida por Carlos Germano.

O meia-direita é lembrado pelos torcedores azulinos por causa da memorável atuação contra o Cruzeiro. Em pleno Mineirão, o Remo goleou por 5 a 1 o Cruzeiro com quatro gols de Helinho e um de Cuca, o primeiro com a camisa do Leão.

Com a camisa azulina, Cuca disputou 13 jogos, marcou dois gols e deu quatro assistências. Nesse ínterim, acumulou três vitórias, dois empates e oito derrotas. Além disso, totalizou 270 minutos jogados. Ou seja, atuou os 90 minutos em todas as partidas que fez pelo Remo.

Cuca abriu mão de dinheiro por amor ao clube

Cuca encerrou sua passagem após o rebaixamento do Remo para a Série B do Campeonato Brasileiro. Aos 31 anos, ele lutava contra as dores no joelho direito por causa das pancadas que sofreu dos adversários ao longo da carreira.

Apesar disso, o presidente Raimundo Ribeiro Filho tentou convencê-lo a permanecer mais um ano no clube. A promessa era tentar formar um grupo forte para voltar à elite do futebol nacional. Mas o jogador estava irredutível.

Segundo dirigentes da época, Raimundo Ribeiro Filho ofereceu um Omega Suprema, da Chevolet, no valor de 132 mil Cruzeiros Reais (R$ 48 mil, pela cotação atual), como prêmio para Cuca renovar até dezembro de 1995.

Contudo, o mimo foi rejeitado por Cuca. Segundo dirigentes da época, o jogador alegou que não se sentiu confortável em receber o carro em virtude dos atrasos salariais. Ele, aliás, abriu mão de CR$ 1 milhão, o equivalente R$ 363 mil, para que fosse saldada a dívida com o elenco.

Após de deixar o Remo, Cuca se transferiu para o Juventude onde foi uma das estrelas contratadas na ‘era’ Parmalat. No ano seguinte, ele encerrou a carreira na Chapecoense. Nesse ínterim, marcou dois gols nas duas partidas que fez pelo Verdão do Oeste Catarinense.

Demissão, choro e dinheiro

Em 2001, o presidente José Licínio Araújo Carvalho anunciou Cuca como técnico para a disputa da Série B do Campeonato Brasileiro. Ele, inclusive, foi contratado para substituir Paulo Bonamigo, atual técnico azulino, que havia se tornado referência positiva para o torcedor.

Cuca, porém, não correspondeu às expectativas e foi demitido quando o time estava na 19ª colocação, próximo da zona de rebaixamento. Apesar disso, seu caráter ímpar sempre foi elogiado por todos no Baenão.

Na época, ele chorou no vestiário após ser comunicado que não seguiria mais no clube por causa da má campanha. Como não conseguiu manter o time na segundona, Cuca repetiu o gesto de sete anos atrás e abriu mão de todos os salários que havia recebido.

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