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Brasileiro, ex-estagiário na diretoria de clube da La Liga conta como é trabalhar no futebol espanhol

Brasileiro Thiago Rissi estagiou na diretoria comercial do Elche

Carlos Lemes Jr
Colaborador do Torcedores.com.Jornalista formado, desde 2012, e no Torcedores, desde 2015. Matérias exclusivas pelo site publicadas nos portais IG, MSN e UOL.

Crédito: Thiago Rissi fez parte da diretoria do Elche (Arquivo Pessoal)

Em um mercado ainda restrito para estrangeiros na Europa, o de dirigentes de clubes, um paulistano abriu portas em um clube da La Liga, o Elche. O nome dele é Thiago Rissi de 36 anos.

Decidido a entrar no meio esportivo, o executivo iniciou, em 2019, seus estudos na área administrativa.

“Como ‘ter medo’ não faz parte da minha personalidade, iniciei o planejamento e parte desse planejamento passou por realizar um Mestrado em Football Business, em uma Universidade Europeia (FBA – Football Business Academy, em parceria com Nova Business School de Lisboa). Através dos contatos e avaliação de perfil, e também pelo fato de que o mestrado oferecia a possibilidade de um estágio, cheguei ao Elche.”, conta Thiago ao Torcedores.

O período de estágio era, inicialmente, de três meses, mas com a pandemia, o brasileiro conseguiu esticar a experiência para a forma presencial na área comercial do clube da cidade de mesmo nome. Elche está localizada há  quase 350 km de Madri.

“A minha função basicamente era comercial, atrair patrocínios e parceiros para o time, mostrando onde o clube ganharia e as empresas também. Além disso, pelo fato do clube ser relativamente pequeno, acabávamos atuando em outras frentes, auxiliando no que fosse necessário, desde colaboração para mídias sociais até mesmo credenciamento e preparação para os dias de jogos.”, explica.

Um dos principais fatores de se trabalhar dentro do Campeonato Espanhol é ficar a par da organização da liga, quanto a protocolos e regras. “As coisas funcionam. E funcionam bem”, define o executivo.

Apesar de ex-jogadores como Juninho Pernambucano (Lyon), Ronaldo (Valladolid), Leonardo (PSG) e Edu Gaspar (Arsenal) exercerem cargos diretivos nesses clubes, Rissi ainda vê barreiras para profissionais brasileiros.

“Ainda existe uma grande barreira para a entrada de pessoas que não são locais, não falem o idioma perfeitamente, não viveram a cultura dos clubes, etc. Além disso, o brasileiro sofre um pouco com aquela impressão que falta profissionalismo, do lado administrativo”, finaliza.

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