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Campeão do mundo faz revelação sobre mercado da bola quando era profissional e detona: “era escravizado”

Ex-jogador não atuou no futebol europeu e se tornou ídolo no Brasil

Matheus Camargo
Jornalista formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), colaborador do Torcedores.com desde 2016, radialista na Paiquerê 91,7.

Crédito: Divulgação / CBF

Campeão do mundo com o Brasil em 1994, o ex-jogador Zinho revelou em entrevista ao Flow Sport Club como era o Mercado da Bola em sua época como profissional. O ex-meia atuou profissionalmente por 20 anos, de 1986 a 2006.

Zinho foi revelado pelo Flamengo e só saiu do clube aos 25 anos para defender o Palmeiras. Por conta do mercado da época, mesmo sendo jogador da seleção brasileira, jamais atuou na Europa, tendo saído apenas para o futebol do Japão em 1995 a 1997.

O ex-atleta abriu o jogo sobre o Mercado da Bola no período e sobre o que passou. Segundo ele, os atletas eram praticamente escravizados.

“Os jogadores não eram vendidos rapidamente. Tu era campeão brasileiro, isso e aquilo, mas seu passe era do time, e o clube falava que não ia vender. Hoje em dia faltando seis meses o jogador assina contrato com quem ele quiser. O clube tem que fazer contrato longo para se precaver. A gente não, o contrato era anual, aí se o clube não estivesse em dia, você procurava para renovar, não tinha essa de que ia para outro clube, o time colocava para treinar separado e ficava aquela briga. Você era do clube. Em uma venda tinha 15% dos direitos pelo passe, mas era escravizado. Eu não era vendido. Os maiores jogadores estavam aqui, saiam pouco. Na Europa, na época, eram só três estrangeiros por time, e não tinha comunidade europeia. O italiano era estrangeiro na Espanha, o espanhol em outro país… Iam poucos. Não eram vendidos a balde. Até para subir da base era complicado.”

Zinho defendeu Flamengo, Palmeiras, Grêmio, Cruzeiro e Nova Iguaçu. Fora do Brasil passou pelo Yokohama Flugels, do Japão e já no fim da carreira jogou pelo FL Strikers, dos Estados Unidos.

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