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Rui aponta erros e acertos no Atlético e revela pedido do elenco após saída

Rui deixou o Atlético após dramática queda na Copa do Brasil

Eder Bahúte
Jornalista e assessor de imprensa.

Crédito: Reprodução/YouTube

Ex-diretor do Atlético, Rui Costa falou pela primeira vez desde a sua saída do clube mineiro. O dirigente foi demitido no dia 27 de fevereiro após a eliminação da equipe na Copa do Brasil para o modesto Afogados, de Pernambuco. Além dele, Marques (gerente) e o técnico Rafael Dudamel também foram desligados.

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Em entrevista para o jornalista Jorge Nicola, Rui conta alguns bastidores daquela noite. Assim como divulgado na época, ele confirmou que os jogadores pediram para que ele ficasse no cargo.

“Foi o Sérgio (Sette Câmara – presidente) que ao final do jogo me ligou e disse que precisava mudar radicalmente todo o departamento de futebol, que precisava dar uma sacudida. É um presidente que tem meu profundo respeito, é um cara correto. Quando terminou o jogo a gente já percebe que algo poderia acontecer. Até comentei antes com o Marques para se preparar, eu não imaginaria que ele também iria sair. Acho que mudar a comissão técnica não seria interessante, mas entendia as razões. Eu vi o elenco do Atlético que viajou se reunindo e pedir que ficássemos e foi um presente importante, sinal que durante o período que lá estivemos, que teve também cobrança e discussão, se construiu uma relação de um grupo sério e comprometido”, diz Rui.

Erros e acertos

Desde o período que ficou no Galo, Rui foi cobrado por algumas contratações com um investimento importante e que não vingaram. O caso mais emblemático foi de Lucas Hernández, lateral que veio do Peñarol.

“Na função que exercemos a gente acerta e erra todos os dias. No Atlético cometi erros sem dúvidas alguma, mas acredito firmemente que acertei mais. Acho que os resultados e as frustrações, principalmente neste início de ano, qualquer erro que acontece ele tem uma proporção maior. Se criticou muito as contratações que fiz em 2019, admito que possa ter tido alguma precipitação. Quando cheguei havia uma urgência muito grande para certas posições e o mercado brasileiro estava fechado. É a maior crítica que recebi aqui, duas contratações que o clube fez investimento e um que foi o Di Santo. Apesar de criticado foi titular na estreia do Sampaoli. Acho que os demais terão que ter uma chance talvez em outro clube. Foi o que aconteceu com o Gabriel, por exemplo. Refleti bastante, tanto que o perfil dos reforços deste ano foi diferente. Casos do Allan, Arana, Savarino etc”, completou Rui.

“Acho que deixamos um legado importante na base. Ali a gente precisou trabalhar bastante, foi um departamento que nos debruçamos muito. O resultado se vê dentro de alguns anos e o Chávare (Júnior – diretor) faz um grande trabalho”, concluiu.

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