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Beatriz Ferreira fala sobre conquista em Tóquio: “Minha preparação mental foi confiar em mim”

Beatriz Ferreira, medalhista de prata e campeã dos Jogos Militares falou com exclusividade ao Torcedores

Caio Vieira
Colaborador do Torcedores

Crédito: Gaspar Nóbrega/COB

Beatriz Ferreira se transformou em um dos maiores nomes do boxe nacional. A baiana de 28 anos vive um momento de glória na vida profissional com a conquista da prata em Tóquio 2020 e o ouro nos Jogos Militares de 2021. Agora o foco da campeã é estar em Paris daqui a 3 anos, para conseguir a medalha de ouro.

A lutadora treina desde 4 anos de idade e com a conquista nos Jogos Militares, acumulou 32 pódios em 33 torneios. Beatriz Ferreira concedeu entrevista ao Torcedores. A atleta falou dos momentos desse um mês e meio a glória na  carreira, e disse que é uma ¨sensação única¨ conquistar duas medalhas tão importantes no boxe.

 Conquistas de Beatriz Ferreira

Bia falou um pouco de suas conquistas nas Olímpiadas e Jogos Militares , a medalhista olímpica descreveu como é a sensação única de ter vencido 2 dos 3 torneios mais importantes do boxe, além de afirmar que sempre entra nas competições para conquistar a medalha de ouro.

“É uma sensação única. Eu sempre chego nas competições com o objetivo de ser campeã, eu treino e trabalho duro pra isso, e ser medalhista de prata nos Jogos Olímpicos e em seguida campeã mundial militar, é algo que motiva a continuar buscando cada vez mais”, afirmou.

Com o adiamento das Olímpiadas de Tóquio por conta da pandemia, Bia Ferreira teve que viver uma verdadeira maratona esportiva. Após conquistar a medalha de prata, a lutadora voltou para o Brasil. Para se preparar para os Jogos Militares, perguntamos como é estar bem mentalmente para viver emoções tão intensas em um curto espaço de tempo. Bia afirmou que já estava preparada para a maratona e para ser campeã das competições.

“Eu fui para os Jogos Olímpicos já sabendo que  tinha um outro compromisso, quando chegasse, independente do meu resultado em Tóquio, estava bem preparada pra ele, sabia que depois teria toda uma agenda para cumprir (pelo meu resultado nos Jogos), então tentei cumprir ao máximo essa agenda, mas sabendo que estava indo para um campeonato muito importante, que era o Mundial Militar e tinha como objetivo ser campeã, estar no pódio. Então, acredito muito nisso e em pensamento positivo,  sempre tive confiança no meu potencial e no trabalho que havia realizado. Tinha feito tudo o que podia fazer, e estava muito bem treinada para os Jogos de Tóquio e em seguida para o Mundial Militar, então não ia perder isso de uma hora para outra. Minha preparação mental foi confiar em mim e acreditar que tudo daria certo”, contou.

Medalha de ouro nos Jogos Militares

Perguntamos para a lutadora qual foi estratégia para dominar todas as lutas dos Jogos Militares. Bia afirmou que usou a mesma estratégia dos outros campeonatos.  Além de ressaltar que a preparação intensa para as Olimpíadas refletiu na conquista em uma das maiores competições do boxe entre nações.

“Usei as mesmas estratégias que uso nos outros campeonatos. Tive uma preparação intensa para os Jogos Olímpicos, que me ajudou a chegar bem no Mundial Militar, isso fez toda a diferença”, disse.

Mudança de vida após os Jogos Olímpicos

Bia também falou do carinho que tem recebido após conquistar a medalha de prata em Tóquio. A lutadora já era famosa no circuito mundial,  mas vem sentindo a diferença após as Olimpíadas. Perguntamos a Beatriz como está sendo esse processo de reconhecimento mundial e nacional. A lutadora afirmou que não teve tempo de aproveitar por conta dos Jogos Militares, mas está feliz com todo reconhecimento recebido.

“Não tive muito tempo de aproveitar o pós jogos olímpicos, de desfrutar da medalha olímpica,  tinha que me preparar para os Jogos Militares, mas com certeza me sinto muito feliz com todo o reconhecimento e o carinho que tenho recebido. É uma motivação a mais e um carinho, uma torcida que não tem preço”, contou.

Bastidores da final olímpica

Beatriz comentou sobre as emoções  que viveu na final das Olimpíadas. A brasileira foi a primeira mulher a disputar uma final olímpica e colocou seu nome no boxe nacional conquistando a prata. Segundo a lutadora, “foi uma junção de todos os sentimentos” participar de um momento tão importante.

“Foi a junção de todos os sentimentos que a gente tem de estar ali, na hora que você está subindo pra receber a medalha, na hora que pega na medalha,  pensa em todas as dificuldades que teve, em tudo que você teve que abrir mão para estar ali e que conseguiu conquistar o objetivo. Então, missão dada é missão cumprida, é um alívio, uma satisfação, é uma mistura de tudo isso, a gente fica com o coração leve, fica em paz de ter conseguido, de ter trabalhado para conquistar aquilo e estar vivendo o momento de ter conseguido ser uma medalhista olímpica. É muito especial”, completou.

Futuro no Boxe

Com 32 pódios em 33 competições pelo Brasil, é natural questionar quando Beatriz vai entrar no boxe profissional. A lutadora diz que pretende migrar para o profissional, mas quer participar de mais um ciclo olímpico.

“Penso sim, mas ainda não sei quando, meu foco é em mais um ciclo olímpico, vou me preparar para chegar nos Jogos Olímpicos de Paris”, finalizou.

 

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