Levir revela bastidores da discussão com Ronaldinho no Atlético: “Não gostava disso”

Ao Desimpedidos, Levir admitiu uma situação incômoda com R10 quando treinava o Atlético

Eder Bahúte
Colaborador do Torcedores

Crédito: Bruno Cantini/CAM

Em entrevista ao programa Bolívia Talk Show, canal do Desimpedidos no YouTube, o ex-técnico Levir Culpi relembrou causos da sua longa trajetória no futebol. Em 2014, por exemplo, ano em que comandava o Atlético-MG, Levir admitiu ter tido uma discussão com Ronaldinho Gaúcho.

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Diante do Grêmio, em Porto Alegre, o Atlético era derrotado por 2 a 0. Aos 21′ minutos do segundo tempo, foi aí que Levir decidiu sacar os principais jogadores do time: Ronaldinho e Diego Tardelli.

“Nós tivemos uma discussão uma vez, que eu me lembre, numa substituição. Tirei durante o jogo, alguma coisa assim. Eles não gostaram. ‘Três chutes no gol, dois dribles. É muito pouco para a sua bola. Você queria continuar no jogo?’ A gente discute depois. Os elogios e as críticas, eu fazia na frente dos profissionais, reunidos ali. Preparador físico, comissão técnica, jogadores. Ali ele tem oportunidade de falar também. ‘Eu achei que estava bem no jogo, achei que não ia sair’. Mas no jogo, público presente, e tal, o cara fazer charminho, fazer… Eu não aguento muito não. Não gostava muito disso”, declarou.

“Não era difícil domar aquele grupo. Nunca tive muito problema com aqueles jogadores. Normalmente o relacionamento era bom com todos”, completou.

Após a conquista da Recopa, contra o Lanús, Ronaldinho deixou o Galo. Levir não soube dizer se teria sido ele o causador da saída do jogador. “Talvez. Claro que não agradei a todo mundo, pelo amor de Deus. Sou ser humano”.

Em cinco passagens pelo Atlético, Levir dirigiu o time em 320 partidas, sendo 172 vitórias, 66 empates e 82 derrotas. Ao todo foram seis títulos: Mineiro de 1995, 2007 e 2015; a Série B de 2006, a Recopa Sul-Americana e a Copa do Brasil de 2014.

Quase ida ao Corinthians

Eu até tive um contato com o Andrés [Sanchez – presidente], conversei com ele. Acontece que nesta época o sobrinho meu de 4 aninhos, pegou um revólver de brinquedo, desses que gruda na parede e me acertou diretamente no olho direito. Precisei fazer uma cirurgia de retina. Se isso não tivesse acontecido, muito provavelmente eu teria treinado o Corinthians.

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