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Grêmio: Política de contratações faz com que o clube tenha uma das melhores relações receitas x despesas dos clubes brasileiros

Apesar de não estar no Top-5 de receitas, Grêmio é um dos clubes que conseguem manter um equilibro em suas finanças

Flavio Souza
Desde 2006 escrevo sobre esportes em geral e participo do site Torcedores.com desde dezembro de 2018, onde exerço função de Colaborador Sênior.Atualmente meu foco é no futebol brasileiro e internacional, mas procuro falar sobre outras modalidades, como esportes olímpicos, por exemplo.Procuro trazer informações relevantes sobre os clubes fora de campo, como entrevistas, análises financeiras, desempenho das equipes em redes sociais e análises táticas.

Crédito: Divulgação / Site oficial Grêmio

Entre os anos 2006 e 2020, o Grêmio teve um crescimento importante das suas receitas, chegando a um valor acumulado de R$ 4.688 bilhões, conforme levantamento da empresa Sports Value. Já de 2003 até 2020, seus custos com futebol foram de R$ 3.338 bilhões. Isso faz com o que Imortal seja o quinto melhor em relação a receitas x despesas do futebol brasileiro. Apenas Flamengo, São Paulo, Palmeiras e Corinthians possuem desempenho superior.

Um lado importante desse estudo é que a equipe gaúcha vem mostrando um crescimento em suas receitas ano a ano. O salto maior aconteceu de 2015 (R$ 266 milhões) para 2016 (R$ 450 milhões). Em seguida, o clube teve faturamentos de R$ 427 milhões (2017), R$ 477 milhões (2018), R$ 469 milhões (2019) e R$ 426 milhões (2020).

Perfil de contratações do Grêmio

Um fato que ajuda a entender o bom desempenho financeiro do clube é o fato dos dirigentes gremistas evitarem contratações de peso. Boa parte disso aconteceu durante a passagem de Renato Gaúcho pelo clube. Os títulos recentes da Copa do Brasil (2016) e Libertadores (2017), não tiveram elencos estrelados.

Além disso, a equipe conseguiu aumentar suas receitas com a vendas de atletas. Dois exemplos envolvem Arthur e Everton Cebolinha. O primeiro foi  vendido ao Barcelona por  R$ 120 milhões em 2018, enquanto o segundo se transferiu para o Benfica por de R$ 172 milhões.

Superávit do Grêmio

A contenção de despesas somadas as vendas de jogadores fazem com que o Grêmio seja um dos poucos no Brasil a não ter déficit financeiro nos últimos anos. Isso porque desde 2016 a equipe gaúcha vem acumulando resultados positivos ano após ano. A última vez que ocorreu um déficit foi em 2015, com um total negativo de R$ 38 milhões.

A partir daí, apenas balanços positivos:

  • 2016 – R$ 35 milhões
  • 2017 – R$ 11 milhões
  • 2018 – R$ 54 milhões
  • 2019 – R$ 22 milhões
  • 2020 – R$ 38 milhões

A previsão é de que 2021 termine com mais um superávit. Isso porque o Grêmio já tem um valor positivo de R$ 5.7 milhões neste ano.

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