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Ouro de Ítalo no surfe e bronze de Scheffer na natação: Brasil tem melhor dia até agora em Tóquio

Hugo Calderano conseguiu feito histórico no tênis de mesa, com chegada às quartas de final

Fernando Cesarotti
Jornalista, professor universitário e fã ardoroso de qualquer esporte. Autor do OlimpCast, podcast sobre esportes olímpicos.

Crédito: Ítalo Ferreira conquistou o primeiro ouro do surfe masculino - Foto: Olivier Morin - Pool/Getty Images

O Brasil viveu nesta terça-feira seu melhor dia nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Conquistou duas medalhas: o ouro de Ítalo Ferreira no surfe masculino e o bronze de Fernando Scheffer nos 200 m livre, resultados que levaram o país ao 13º lugar no quadro de medalhas, com uma de ouro, duas de prata e duas de bronze.

A vitória de Ítalo Ferreira aconteceu na madrugada brasileira e emocionou a internet, especialmente quando o surfista dedicou a vitória a sua avó, já falecida: “Queria que ela visse isso”, disse. Até o repórter Guilherme Pereira, da TV Globo, se emocionou com o momento e não escondeu o choro.

A medalha de bronze conquistada por Fernando Scheffer foi a primeira do Brasil nos 200 m livre desde Atlanta-1996, quando Gustavo Borges ficou com a prata.

Duplamente histórico

O tênis de mesa alcançou duas marcas relevantes nesta terça-feira. Pela primeira vez comemorou a classificação de dois atletas para as oitavas de final na mesma edição, com as vitórias de Hugo Calderano e Gustavo Tsuboi pela terceira rodada.

Calderano, que está entre os 10 melhores do mundo, foi além e avançou horas depois às quartas de final, pela primeira vez colocando o Brasil entre os oito melhores de um torneio olímpico. Nesta quinta, ele joga às 9h (de Brasília) contra o alemão Demitril Ovtcharov.

Tsuboi foi eliminado nas oitavas por Yun Ju Lin, da Taiwan, mas celebrou seu melhor desempenho em quatro edições nos Jogos; nas outras, havia sido eliminado sempre na primeira fase.

Futebol feminino classificado

A seleção feminina do Brasil suou para vencer Zâmbia por 1 a 0, jogo marcado por muitos lances bruscos, como a cabeçada que obrigou a atacante Bia Zaneratto a levar alguns pontos na região dos olhos.

A vitória foi muito celebrada por Andressa Alves, autora do gol decisivo, de falta. Mas os torcedores ficaram ressabiados na internet pela atuação da equipe, recheada de reservas – afinal, a mesma Zâmbia tinha sido goleada por 10 a 3 pela Holanda na estreia.

O resultado não fui ruim, no entanto. Com o segundo lugar na chave, o Brasil vai enfrentar o Canadá nas quartas de final, escapando do confronto com os Estados Unidos. Quem vai encarar as americanas é justamente a Holanda, que fechou a fase de grupos com incríveis 21 gols marcados ao golear a China por 8 a 2. As outras partidas das quartas serão Suécia x Japão e Grã-Bretanha x Austrália.

Vôlei com sustos

O Brasil venceu a segunda no vôlei feminino, mas foi sofrido: venceu a República Dominicana por 3 sets a 2, num jogo muito equilibrado e decidido nos detalhes. O time do técnico José Roberto Guimarães volta a quadra na quinta-feira, às 7h40 (de Brasília), para enfrentar o Japão.

Na praia, o dia não foi tão bom, com uma vitória e duas derrotas. O triunfo veio com Evandro e Bruno Schmidt , que venceram os marroquinos Abicha e Elgraoui por 2 sets a 0.

Já Alison e Alvinho fizeram um jogo duríssimo contra os norte-americanos Dalhausser e Lucena, e acabaram batidos por 2 sets a 1. No feminino, Agatha e Duda levaram 2 a 0 das chinesas Wang e Xia. Ana Paricia e Rebecca fazem o segundo jogo às 23h desta terça-feira, no horário de Brasília.

A tristeza de Medina

Mas o dia foi ruim mesmo para Gabriel Medina, que sonhava com o ouro no surfe e acabou em quarto lugar. Depois de uma boa vitória contra o francês Michel Bourez nas quartas de final, ele acabou derrotado pelo japonês Kanoa Igasahi nas semifinais, numa bateria em que as notas dos juízes foram muito contestadas.

A chateação de Medina chegou, claro, à internet brasileira, e refletiu-se em críticas por toda parte. Na decisão do bronze, o brasileiro acabou derrotado novamente, agora pelo australiano Owen Wright. Desta forma, Medina volta para casa sem medalha, mas com uma longa folha de histórias e polêmicas que marcaram a primeira participação do surfe nos Jogos Olímpicos.

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