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Brasileirão Feminino 2021: Campeonato coroa temporada de avanços do futebol feminino no Brasil

Final do Brasileirão nos estádios oficiais de Palmeiras e Corinthians encerrou um ano comemorado por todos os envolvidos no futebol feminino

Flavio Souza
Desde 2006 escrevo sobre esportes em geral e participo do site Torcedores.com desde dezembro de 2018, onde exerço função de Colaborador Sênior.Atualmente meu foco é no futebol brasileiro e internacional, mas procuro falar sobre outras modalidades, como esportes olímpicos, por exemplo.Procuro trazer informações relevantes sobre os clubes fora de campo, como entrevistas, análises financeiras, desempenho das equipes em redes sociais e análises táticas.

Crédito: Divulgação / Staff Images Woman / CBF

No último domingo (26), chegou ao fim a edição 2021 do Brasileirão Feminino. O Corinthians garantiu o tricampeonato após vencer o Palmeiras (placar agregado de 4 x 1). Mas o campeonato nacional fechou com chave de ouro uma temporada repleta de conquistas para a modalidade no Brasil.

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O futebol feminino caminha ano após ano para se consolidar no cenário nacional. Neste ano alguns feitos foram celebrados, como novos acordos comerciais, maior visibilidade e crescimento do nível técnico.

Aline Pellegrino, Coordenadora de Competições Femininas da CBF, falou sobre essa temporada.

“O futebol feminino brasileiro passa por momentos que a gente chama de divisores de águas. Vivi isso em 2004, com a medalha de prata (nos Jogos Olímpicos), vivi isso no Pan em 2007 e acho que hoje é um divisor de águas para a competição”, afirmou, em entrevista à CBF TV.

“Eu fico muito feliz, é a nossa principal competição, é o nosso carro-chefe. Ela está cumprindo um papel maravilhoso, com um término de três anos de Legado da Copa, que ajudou muito a impulsionar. A partir do ano que vem, totalmente consolidado, com a torcida voltando para os estádios, a competição ficará maior e melhor. É uma sensação de dever cumprido”, afirmou Aline.

Crescimento da audiência do Brasileirão Feminino

As duas partidas da final foram um sucesso na TV. Inclusive, o canal Bandeirantes, que transmitiu a segunda partida, conseguiu ter o terceiro lugar de audiência na Grande São Paulo, entre os canais de TV aberta.

Além da emissora, a CBF firmou acordos com outros veículos, de forma a garantir a transmissão de todos os jogos. O canal Desimpedidos, a Eleven Sports e o canal SporTV foram os veículos envolvidos na exibição do Brasileirão Feminino.

Tendência atual, o TikTok se fez presente, com jogos sendo transmitidos pelas contas oficiais do Brasileirão Feminino e Desimpedidos.

Aumento do nível técnico do Brasileirão Feminino

Corinthians e Palmeiras fizeram uma final com várias craques da seleção brasileira presente. Mas o campeonato teve outros times com jogadores de destaque, como Grêmio e Internacional, que lutaram pelo título, além da Ferroviária, Santos e São Paulo.

Isso acabou se refletindo nas convocações da seleção brasileira. Tivemos várias jogadoras que atuavam no Brasil chamadas pela técnica Pia Sundhage, inclusive nos Jogos Olímpicos.

Ao todo, 20 atletas que disputaram o Brasileirão Feminino atuaram pela seleção. Esse número representa mais da metade das jogadoras que foram chamadas neste ano.

Novas parcerias

A partir de junho de 2021, a Neoenergia assumiu o posto de patrocinadora oficial do Brasileirão Feminino. O acordo, firmado até 2024, também contempla as seleções femininas do Brasil. Dessa forma, o campeonato passou a ser chamado comercialmente de Brasileirão Feminino Neoenergia.

Essa marca acabou se juntando a Riachuelo e Guaraná Antártica, que já patrocinavam o campeonato, além das empresas Assaí Atacadista e UNIASSELVI.

Inclusive, as empresas ofereceram um kit surpresa para as jogadoras de Corinthians e Palmeiras, finalistas do campeonato.

Por fim, citamos a parceria com a Staff Images Woman. Com uma equipe 100% feminina, a agência assumiu toda a coberta dos jogos, com imagens para uso editorial e parceiros comerciais. A última ação foi um ensaio especial na Neo Química Arena, após a conquista do título pelo Corinthians.

Premiações individuais

Durante a disputa do Brasileirão Feminino, a CBF criou o prêmio Jogadora do Mês. Mensalmente, a atleta que mais se destacou foi premiada com um troféu da entidade. A escolha da jogadora foi feita com jornalistas e especialistas da categoria.

Além disso, foi mantido o prêmio Craque da Partida Guaraná Antártica, concedido para as melhores jogadoras de cada partida da fase de mata-mata.

Legado da Copa e pensamento no futuro

Conforme informado pela CBF, desde 2019 o Brasileirão Feminino conta com aporte financeiro do Fundo de Legado da Copa de 2014. Esses valores, inclusive, foram cruciais para elevar a competição. Além disso, esse fundo permitiu custear parte da organização do Brasileirão A2 e o Feminino Sub-18.

Já na próxima temporada, a CBF irá trazer a Supercopa do Brasil e o Brasileirão Feminino A3. O primeiro será um mata-mata, similar ao que já existe no futebol masculino. Já o segundo será equivalente à terceira divisão do Campeonato Brasileiro.

Dessa forma, o futebol feminino terá sete competições em 2002, sendo quatro profissionais e três das categorias de base.

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